Itália estuda testar viajantes de fora da UE para coronavírus

Medida está em análise na região do Lazio, onde fica Roma

Controle de fronteira no Aeroporto de Fiumicino, na Itália
Controle de fronteira no Aeroporto de Fiumicino, na Itália (foto: ANSA)
14:51, 06 JulROMA ZLR

(ANSA) - O governo da região do Lazio, onde fica Roma, capital da Itália, estuda implantar uma norma para tornar obrigatória a realização do exame RT-PCR para detecção do novo coronavírus em viajantes provenientes de países de fora do Espaço Schengen, área de livre circulação na Europa.

A medida englobaria todos os aeroportos da região, inclusive o de Fiumicino, que fica nos arredores de Roma e é o mais movimentado do país. "A melhor coisa seria tornar isso obrigatório. Se não chegar uma determinação ministerial nas próximas horas, procederemos com uma norma regional", disse o secretário de Saúde do Lazio, Alessio D'Amato, ao jornal Corriere della Sera.

A proposta entrou no radar após a detecção de 39 infectados ligados a voos com autorizações especiais provenientes de Bangladesh, país asiático que soma 165,6 mil casos e pouco mais de 2 mil mortes na pandemia, mas com curva ascendente.

"Os novos dados sobre contágios nos mostram que a reabertura das fronteiras para muitos países ainda de alto risco exige novas e tempestivas medidas de prevenção e controle nos desembarques. Urge tomar decisões para prever exames no aeroporto nas pessoas que tenham passado por esses países nos dias anteriores", afirmou no último domingo (5) o governador do Lazio, Nicola Zingaretti, também líder do Partido Democrático (PD), legenda de centro-esquerda que apoia o primeiro-ministro Giuseppe Conte.

Na entrevista ao Corriere della Sera, o secretário D'Amato também disse que as autoridades sanitárias do Lazio farão exames na comunidade bengalesa para rastrear eventuais novos casos.

A União Europeia autorizou a reabertura das fronteiras externas para 15 países, como Austrália, Canadá, China (caso haja reciprocidade), Coreia do Sul, Nova Zelândia e Uruguai, mas a Itália decidiu manter a obrigação de quarentena de 14 dias para viajantes provenientes desses locais.

Em relação às outras nações de fora do Espaço Schengen, só são permitidas viagens essenciais. (ANSA)

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