UTI de hospital de Bergamo não tem mais pacientes com Covid

Papa Giovanni XXIII esteve no epicentro da pandemia

Médicos e enfermeiros do Hospital Papa Giovanni XXIII celebram esvaziamento de UTI para pacientes com Covid-19
Médicos e enfermeiros do Hospital Papa Giovanni XXIII celebram esvaziamento de UTI para pacientes com Covid-19 (foto: ANSA)
13:28, 08 JulBERGAMO ZLR

(ANSA) - Palco de algumas das cenas mais dramáticas da pandemia do novo coronavírus na Itália, a unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Papa Giovanni XXIII, em Bergamo, não tem mais nenhum paciente com Covid-19.

O anúncio foi feito pelo próprio hospital e marca o fim de um período de 136 dias seguidos tratando de pessoas infectadas pelo novo coronavírus na UTI - a primeira internação ocorreu em 23 de fevereiro.

O Hospital Papa Giovanni XXIII ainda tem pacientes que foram atingidos pela Covid-19 e estão em fase de reabilitação, mas todos já conseguiram eliminar o vírus.

Essa passagem simbólica para um lugar que esteve no epicentro da pandemia na Itália foi marcada por um minuto de silêncio pelas vítimas e um longo aplauso de médicos, enfermeiros e outros funcionários do hospital.

No auge da crise, entre o fim de março e o início de abril, a UTI do Papa Giovanni XXIII chegou a ter mais de 100 pacientes intubados, enquanto a capela do hospital ficava lotada com os caixões dos doentes que não resistiam ao novo coronavírus.

Em determinado momento, o diretor da instituição de saúde, Stefano Fagiuoli, chegou a fazer um apelo "desesperado" por enfermeiros, médicos, aparelhos de ventilação e dispositivos de proteção.

A província de Bergamo, na Lombardia, é a quarta em número de casos do coronavírus Sars-CoV-2 na Itália, com 14,6 mil, atrás apenas de Milão (24,5 mil), Turim (15,9 mil) e Brescia (15,7 mil), segundo o Ministério da Saúde, mas chegou a liderar o ranking de contágios. (ANSA)

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