Político diz que Salvini quer replicar 'modelo Bolsonaro' na Itália

Presidente dos Verdes criticou presidente por gestão de pandemia

Matteo Salvini em frente à sede do Senado da Itália, em Roma
Matteo Salvini em frente à sede do Senado da Itália, em Roma (foto: ANSA)
14:37, 27 JulROMA ZLR

(ANSA) - O coordenador do partido italiano Federação dos Verdes (FdV), Angelo Bonelli, afirmou que o líder da oposição e ex-ministro do Interior Matteo Salvini quer levar para o país o "modelo bolsonarista" de combate à pandemia do coronavírus Sars-CoV-2.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (27), o ecologista, que foi deputado entre 2006 e 2008, citou a queixa apresentada por profissionais da saúde no Tribunal Penal Internacional (TPI), acusando Bolsonaro de crimes contra a humanidade em suas ações durante a pandemia.

"As italianas e os italianos devem se lembrar deste nome: Salvini. Não o esqueçam jamais. Porque Matteo Salvini está seguindo os passos do presidente do Brasil, Bolsonaro, que foi denunciado ao Tribunal Penal Internacional de Haia por genocídio e crimes contra a humanidade", escreveu.

Segundo Bonelli, o mandatário brasileiro de extrema direita "negou a pandemia e não deu indicações técnico-sanitárias, como a utilização de máscaras". "Pois bem, esse irresponsável que se chama Matteo Salvini hoje gostaria de trazer para a Itália o modelo bolsonarista ou trumpiano, exemplos que não devem ser seguidos. Ter uma postura negacionista é de uma gravidade inaudita, especialmente para quem ocupou cargos de governo", reforçou.

O ecologista ainda disse que líderes como Salvini, Bolsonaro e Donald Trump "podem ser parados apenas com uma tomada de consciência" por parte dos cidadãos, "inclusive dos que votaram neles". Conhecido popularmente como "Verdes", o FdV não tem atualmente nenhum representante no Parlamento e conta com apenas cinco assentos em assembleias legislativas regionais na Itália.

Desde o fim da quarentena, Salvini tem promovido uma intensa agenda de comícios pelo país, frequentemente sem usar máscaras e sempre com aglomerações de apoiadores. (ANSA).
   

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