Itália tem mais 212 casos e 11 óbitos em pandemia

Premiê quer prorrogar estado de emergência até outubro

Movimentação em rodoviária de Roma, capital da Itália
Movimentação em rodoviária de Roma, capital da Itália (foto: ANSA)
17:55, 28 JulROMA ZLR

(ANSA) - A Itália registrou nesta terça-feira (28) mais 212 casos e 11 mortes na pandemia do coronavírus Sars-CoV-2, elevando o total de contágios para 246.488 e o de óbitos para 35.123, de acordo com o Ministério da Saúde.

Inicialmente, o boletim apontava 181 novas infecções, mas depois o governo corrigiu a informação porque havia se esquecido de incluir os dados de três regiões: Sicília (19 casos), Vale de Aosta (10) e Trentino-Alto Ádige (dois).

Na segunda-feira (27), o país havia somado 170 diagnósticos positivos e cinco vítimas. O último balanço contabilizava 246.286 pessoas já infectadas, 202 a menos que o boletim desta terça, mas algumas regiões revisaram suas estatísticas, fazendo com que o aumento real em 24 horas seja de 212 casos.

A Itália ainda registra 198.756 pacientes curados, o que significa 80,64% dos contágios já certificados, enquanto os casos ativos subiram pelo quarto dia seguido e chegaram a 12.609.

Desse total, 40 estão internados em UTIs, cinco a menos que em 27 de julho. Os pacientes em terapia intensiva estão distribuídos por nove das 20 regiões do país: Lombardia (13), Lazio (nove), Piemonte (cinco), Campânia (quatro), Emilia-Romagna (três), Sicília (dois), Friuli Veneza Giulia (dois), Abruzzo (um) e Úmbria (um).

O país também tem 11.820 pacientes em isolamento domiciliar e 749 em acompanhamento hospitalar, mas fora da UTI. Apesar de um aumento dos novos casos na semana passada, a pandemia está sob controle na Itália, que já retomou praticamente todas as atividades interrompidas pelo lockdown.

Para evitar uma "segunda onda" de contágios, o governo aposta em testagem em massa, isolamento rápido dos novos focos e na manutenção de medidas contra aglomerações. Além disso, o primeiro-ministro Giuseppe Conte disse nesta terça, em audiência no Senado, que deseja prorrogar o estado de emergência, previsto para terminar em 31 de julho, até outubro.

Segundo o premiê, a extensão é necessária para garantir "eficácia" e "tempestividade" no combate à crise sanitária. "Seria incongruente suspender bruscamente a eficácia das medidas adotadas, a não ser quando a situação tenha voltado a um tolerável grau de normalidade", acrescentou.

Conte afirmou ainda que deseja dialogar sobre a prorrogação com o Parlamento, embora a oposição conservadora seja contra a ampliação do estado de emergência.

Após a intervenção de Conte, os senadores aprovaram a prorrogação do estado de emergência até 15 de outubro e definiram que esse será o último pedido do tipo.

O texto ainda afirma que o governo precisa criar novas “normas primárias” para enfrentar a crise sanitária. A referência ao termo indica a necessidade de criar decretos-lei para o enfrentamento e não mais pelos “decretos da Presidência do Conselho de Ministros”, como estava sendo feito desde março. (ANSA)  

 

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