Menino Gioele teria morrido devido ao impacto de acidente na Itália

Hipótese foi indicada após exames feitos com amostras do carro

Médicos legistas realizam exames em amostras de DNA
Médicos legistas realizam exames em amostras de DNA (foto: ANSA)
14:24, 27 AgoPALERMO ZCC

(ANSA) - A polícia científica de Palermo concluiu nesta quarta-feira (26) uma série de testes no carro da Dj Viviana Parisi, cujo corpo foi encontrado em um bosque em Caronia, após seu desaparecimento e de seu filho, Gioele, provocarem comoção em toda a Itália.

Os resultados, comparados à autópsia da criança, indicam que o filho da italiana, de apenas quatro anos, pode ter morrido em decorrência de ferimentos causados pelo acidente de carro.

As análises foram solicitadas pelo promotor de Patti em seis amostras colhidas no último dia 6 de agosto no veículo da mulher, para verificar a possível presença de perfis genéticos.

De acordo com o exame, o pequeno Gioele pode ter batido a cabeça "em um superfície que não é particularmente dura", ou seja, uma cadeirinha de carro, por exemplo. Desta forma, a hipótese é de que o acidente tenha causado "ferimentos graves" no crânio da criança, que provavelmente foi a óbito devido a uma hemorragia cerebral.

Apesar desse novo desdobramento no caso, testemunhas ouvidas pelo Ministério Público, depois de um recurso do procurador Angelo Vittorio Cavallo, que coordena a investigação, informaram que a criança estava no colo da mãe "ainda viva" e "de olhos abertos".

O caso -

Gioele desapareceu no último dia 3 de agosto, ao lado de sua mãe, a DJ Viviana Parisi, de 43 anos, cujo corpo foi encontrado cinco dias depois, em um bosque situado a 500 metros da rodovia e a 700 metros do lugar onde os restos mortais do menino foram localizados, no dia 19.

Na manhã de 3 de agosto, Parisi, residente na cidade de Venetico, havia dito ao marido que iria a um shopping em Milazzo, a 30 quilômetros de distância, mas pegou a rodovia para Palermo. O inquérito já descobriu que a DJ sofreu um acidente em um túnel e abandonou o automóvel no acostamento da estrada.

Testemunhas relataram que a viram pulando o guardrail com o filho no colo. Foi a última vez que Parisi e Gioele foram vistos com vida. O corpo da DJ estava a cerca de 1,5 quilômetro do local onde ela deixara seu carro, perto de uma torre de alta tensão. A autópsia descartou lesões por armas de fogo ou por facas, mas identificou diversas fraturas no corpo de Parisi.  (ANSA)

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