Ministra descarta nova paralisação das aulas na Itália

Governo ainda teria contestado novo decreto do Piemonte

Governo ainda teria contestado novo decreto do Piemonte
Governo ainda teria contestado novo decreto do Piemonte (foto: ANSA)
18:49, 15 SetROMA ZCC

(ANSA) - A ministra da Educação da Itália, Lucia Azzolina, descartou nesta terça-feira (15) uma nova interrupção das aulas e fechamento das escolas do país, depois da retomada das atividades nas instituições.

Segundo a política italiana, a hipótese de "um novo bloqueio escolar generalizado" deve ser excluída, porque "a Itália já não é a mesma de março".

"Temos trabalhado, o conhecimento científico está evoluindo. Os protocolos servem para isolar os positivos, mas desejamos que um 'lockdown' das escolas não seja mais pensável", disse Azzolina.

A ministra ainda informou que o governo italiano nomeou hoje mais 25 mil professores suplentes, totalizando 70 mil educadores.

Desde ontem, cerca de 5,6 milhões de estudantes voltaram às aulas presenciais no país, após mais de seis meses das escolas fechadas devido à pandemia do novo coronavírus. Ao todo, os colégios foram abertos em 12 das 20 regiões do país.

Polêmica Piemonte -

Hoje, o Ministério da Educação também contestou o decreto aprovado pelo governador do Piemonte, Alberto Cirio, que determina que as famílias realizem a medição de temperatura dos alunos das escolas da região e anotem em diários ou formulários especiais, segundo fontes ouvidas pela ANSA.

Nos últimos dias, Azzolina classificou a iniciativa como "inadequada" e deixou clara sua insatisfação. De acordo com os relatos, o recurso para barrar a medida também é assinado pelo ministro da Saúde, Roberto Speranza.

"Se a portaria do Piemonte for contestada, nos defenderemos nos foros apropriados. Acreditamos que estamos certos. Acho que tenho razão do meu lado, porque se trata da proteção da saúde dos piemonteses. Esta não é uma escolha minha, é uma decisão compartilhada pelo mundo médico e científico", disse Cirio.

Para o governador, a iniciativa "é útil e necessária, além de se enquadrar plenamente na competência da região, inclusive na proteção da saúde de seus cidadãos". (ANSA)

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