Itália registra 'lenta e progressiva' piora nos números da Covid

Governo italiano alerta para alta dos contágios entre familiares

Quantidade de casos na Itália vem subindo há sete semanas consecutivas
Quantidade de casos na Itália vem subindo há sete semanas consecutivas (foto: ANSA)
14:14, 18 SetROMA ZGT

(ANSA) - O Instituto Superior da Saúde (ISS), órgão ligado ao governo da Itália, e o Ministério da Saúde alertaram que o país vem registrando uma "lenta e progressiva" piora nos dados de contágios e internações causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) nas últimas sete semanas.

Segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (18), com os dados relativos à semana entre 7 e 13 de setembro, constata-se a "transmissão difusa do vírus em todo o território nacional que provoca focos de dimensões relevantes e muito associados às atividades recreativas que causam aglomeração e violação das regras de distanciamento físico seja no território nacional ou no exterior".

Para os dois órgãos, há "importantes sinais de alerta e um aumento da transmissão local" da Covid-19 e que se os cidadãos não respeitarem as regras sanitárias atuais, "é preciso estar pronto para a ativação de novas intervenções no caso de evolução ainda pior".

Um ponto interessante observado pelos analistas é o aumento gradativo da idade das pessoas infectadas que, após o ápice da crise sanitária, onde os contaminados tinham em média 80 anos, chegou a cair para os 29 anos. Atualmente, essa média está em 41 anos.

"Nas duas últimas semanas, observou-se um aumento significativo da idade média dos diagnósticos. Isso é provavelmente causado por uma transmissão da população mais jovem àqueles mais frágeis ou idosos, sobretudo, dentro das famílias: isso está refletindo um maior comprometimento dos serviços hospitalares", diz o documento.

O chefe do Departamento de Prevenção do Ministério da Saúde, Gianni Rezza, também reforçou a preocupação com a constante alta nos números, após sucessivas quedas.

"Os números de casos de Covid-19 aumentam pela sétima semana seguida, com o Rt [que calcula o índice de contágios] pouco acima de 1. Há focos espalhados por todo o país, a idade média está aumentando. Isso quer dizer que, evidentemente, há transmissão intrafamiliar", ressaltou Rezza.

No entanto, o que mais causa preocupação é a taxa de internação hospitalar, que vem tendo alta em praticamente todas as regiões italianas.

No plano nacional, a taxa de ocupação subiu de 2% a 4% em setembro na comparação com o período entre 17 e 30 de agosto e, especificamente, o índice nas unidades de terapia intensiva subiu de 1% para 2% no mesmo período, sendo que algumas regiões já têm taxas acima de 5%.

"Embora ainda não tenhamos identificado uma sobrecarga dos serviços sanitários assistenciais, a tendência observada pode refletir um maior comprometimento", finaliza ainda o relatório.

Nesta sexta-feira, a Itália registrou 1.907 novos casos de Covid-19, no maior dado desde 1º de maio. Porém, a quantidade de vítimas se mantém baixa, com uma média móvel de 10 casos por dia. (ANSA).
   

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