Itália abre voto em casa e hospitais para pacientes de Covid

País realiza referendo constitucional e eleições regionais

Eleitora com cédula de referendo constitucional na Itália
Eleitora com cédula de referendo constitucional na Itália (foto: ANSA)
14:37, 20 SetSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Ainda às voltas com a pandemia do novo coronavírus, a Itália montou colégios eleitorais em hospitais e criou um sistema de coleta de votos por domicílio para pacientes de Covid-19 no referendo constitucional e nas eleições regionais de 20 e 21 de setembro.

Mesmo tendo conseguido controlar o avanço do Sars-CoV-2, o país ainda tem 44.098 casos ativos, ou seja, de pessoas que estão atualmente infectadas pelo vírus e que não podem se dirigir a colégios eleitorais.

Desse total, 41.511 cumprem isolamento domiciliar e 2.587 estão internadas, sendo 222 em UTIs. Para garantir o direito a voto de todos, o governo autorizou a montagem de colégios eleitorais em hospitais com 100 a 199 leitos e que tenham departamentos voltados à Covid-19.

Além disso, foi estabelecido um sistema de coleta domiciliar dos votos daqueles que estão em isolamento em suas casas. Um dos eleitores que optaram por essa modalidade é o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, que está em convalescença após ter sido infectado pelo Sars-CoV-2.

O voto domiciliar é organizado pelas prefeituras, que destacam colégios eleitorais móveis para coletar as cédulas. Os responsáveis pelo serviço devem vestir roupas e equipamentos de proteção e colocar os votos em envelopes plásticos.

Os colégios móveis para pacientes da Covid-19 tiveram dezenas de deserções de última hora, e muitos deles acabaram formados por voluntários da Defesa Civil. "Sentíamo-nos no dever de fazer isso", disse o enfermeiro Lello Mancini, presidente de um colégio móvel em Bari, sul da Itália.

Ainda assim, as autoridades temem um crescimento nos índices de abstenção, já que os pedidos para ter o voto recolhido em casa não chegam a mil.

A votação iniciada neste domingo inclui um referendo constitucional sobre a reforma que reduz em um terço o número de senadores e deputados, eleições para governador em sete regiões e para prefeito em quase mil cidades. (ANSA)

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