Itália proíbe festas e restringe bares para conter 2ª onda de Covid

Decreto foi assinado pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte

Movimentação em Navigli, bairro boêmio de Milão
Movimentação em Navigli, bairro boêmio de Milão (foto: ANSA)
08:23, 13 OutROMA ZLR

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, assinou nesta terça-feira (13) um novo decreto com medidas para conter a segunda onda da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2 no país.

O texto passa a valer nesta quarta (14) e ficará em vigor ao menos até o dia 13 de novembro. As restrições foram decididas após uma longa reunião do Conselho dos Ministros na última segunda-feira (12) e incluem o fechamento de bares e restaurantes à meia-noite, a proibição de festas em lugares abertos ou fechados e a suspensão de excursões escolares e competições esportivas amadoras que tenham contato físico.

Além disso, o governo determinou que, após as 21h, bares e restaurantes só poderão servir clientes que estiverem sentados em suas mesas, em uma medida para tentar coibir as aglomerações durante a "movida", palavra espanhola que acabou incorporada ao léxico italiano como sinônimo de vida noturna e "happy hour".

O decreto também "recomenda fortemente" que as pessoas evitem dar festas em casa e não recebam mais do que seis pessoas ao mesmo tempo em sua residência. Para almoços e jantares ligados a cerimônias religiosas, como casamentos e batismos, o governo estabeleceu um limite de 30 convidados.

Os estádios de futebol continuam abertos, mas com limite de 1 mil torcedores por partida. O uso de máscaras de proteção é obrigatório tanto em lugares abertos quanto fechados, a não ser em residências privadas ou caso a pessoa esteja em áreas isoladas, como montanhas ou bosques.

"Aprovamos novas medidas restritivas porque, se agirmos agora, podemos preservar a saúde dos cidadãos e evitar um novo lockdown", escreveu no Facebook o ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio.

O país voltou ao patamar de aproximadamente 5 mil novos casos do Sars-CoV-2 por dia, número que não era visto desde o fim de março, no pico da pandemia.

As mortes também estão em alta - cerca de 30 a cada 24 horas -, com oito semanas seguidas de crescimento, mas seguem longe do auge da crise, quando a Itália chegou a ter mais de 900 óbitos por dia.

A principal preocupação do governo diz respeito ao aumento dos casos ativos, que descartam mortos e curados e chegaram a 82.764 na última segunda, maior número desde 10 de maio, ainda antes do fim do lockdown.

Desse total, 452 estão internados em UTIs, maior cifra desde 29 de maio. (ANSA) 

 

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