Região italiana terá toque de recolher no Halloween

Decisão foi tomada pelo governador da Campânia, Vincenzo de Luca

Protesto contra fechamento das escolas na Campânia, sul da Itália
Protesto contra fechamento das escolas na Campânia, sul da Itália (foto: ANSA)
13:18, 16 OutNÁPOLES ZLR

(ANSA) - Após ter decretado o fechamento das escolas para aulas presenciais até 30 de outubro, o governador da terceira região mais populosa da Itália anunciou nesta sexta-feira (16) um toque de recolher para o último fim de semana do mês, quando se celebra o Halloween.

Reeleito recentemente com quase 70% dos votos, Vincenzo de Luca, que governa a Campânia desde 2015, se notabilizou pela postura linha dura na primeira onda da pandemia na Itália, mas os novos casos de coronavírus saíram do controle na região e vêm batendo seguidos recordes diários.

"No fim de semana de Halloween [31 de outubro e 1º de novembro], uma americanice que é um monumento à imbecilidade, fecharemos tudo às 22h. Será toque de recolher, não serão permitidos nem meios de transporte", anunciou De Luca, acrescentando que também existe a possibilidade de antecipar as restrições.

"Com os números atuais, não podemos brincar. O objetivo é manter em pé 80% a 90% das atividades econômicas, mas as pessoas precisam nos ajudar usando máscaras e evitando sair irresponsavelmente de noite", disse o governador.

Com 5,8 milhões de habitantes, a Campânia é a terceira região mais populosa da Itália e abriga a cidade mais importante do sul do país, Nápoles. Segundo um boletim fornecido por De Luca, a Campânia registrou 1.261 novos casos de coronavírus nesta sexta-feira, recorde da região desde o início da pandemia.

Ao todo, a Campânia soma 23 mil contágios, sendo 10.291 apenas em outubro. Em 18 de maio, quando a Itália saiu do lockdown, a região somava 4.695 casos e 399 óbitos - agora são cerca de 500 mortes na Campânia.

Escolas

Na noite da última quinta (15), De Luca já havia anunciado o fechamento das escolas da região para aulas presenciais até 30 de outubro.

A decisão causou mau humor em Roma, e a ministra da Educação, Lucia Azzolina, chamou a medida de "profundamente errada e inadequada". "Parece haver uma persistência do governador contra a escola", disse Azzolina.

Já nesta sexta, um grupo de mães de estudantes protestou em frente à sede do governo regional, em Nápoles, e assinou um manifesto dizendo que "hoje é o pior dia para a educação".

Ao mesmo tempo, motoristas de ônibus escolares fizeram uma carreata com seus veículos ao redor da sede do governo regional, sob os aplausos das mães. Após o protesto, De Luca afirmou que a decisão de fechar as escolas para aulas presenciais foi uma "escolha difícil, mas necessária".

"Agora precisamos usar responsavelmente essas duas semanas para trabalhar no aumento das linhas de transporte e no escalonamento dos horários", justificou.

A Itália soma atualmente 381.602 casos do novo coronavírus, sendo 8.804 registrados na última quinta-feira (15), recorde desde o início da pandemia, e 36.372 mortes. (ANSA) 

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