UTIs de metade das regiões da Itália estão em alto risco

País vem registrando recordes de novos casos de coronavírus

UTI de hospital em Bolonha, na Itália
UTI de hospital em Bolonha, na Itália (foto: ANSA)
09:01, 16 OutROMA ZLR

(ANSA) - Em meio ao crescimento recorde dos casos do novo coronavírus na Itália, 10 das 20 regiões do país estão com suas UTIs em situação de alto risco devido à pandemia.

De acordo com o monitoramento do Ministério da Saúde, isso significa que, nessas zonas, a probabilidade de pacientes da Covid-19 ocuparem mais de 30% dos leitos disponíveis em terapias intensivas é "máxima".

Ao contrário da "primeira onda", entre março e abril, quando a saturação de hospitais se concentrava no norte da Itália, agora o risco é difuso por todo o território nacional. Segundo o governo, as regiões de alto risco são: Emilia-Romagna, Ligúria, Lombardia, Toscana e Vale de Aosta, no norte; Abruzzo e Úmbria, no centro; e Campânia, Puglia e Sardenha, no sul.

Em entrevista à ANSA, o presidente da associação nacional de anestesistas de UTIs, Alessandro Vergallo, alertou que a pressão sobre as unidades de terapia intensiva está crescendo. "Começamos a viver o medo de que se possa voltar à situação dramática da primeira fase epidêmica", declarou.

De acordo com Vergallo, os anestesistas estão em condição de "alerta" nas 20 regiões da Itália. Segundo o último boletim do governo, o país tem hoje 586 pacientes com Covid-19 internados em UTIs, maior número desde 22 de maio (595).

Em cifras absolutas, as regiões com mais doentes em terapia intensiva são o Lazio (90), onde fica a capital Roma, seguido por Lombardia (72) e Campânia (66). A Itália soma 381.602 casos do novo coronavírus, sendo 8.804 registrados na última quinta-feira (15), recorde desde o início da pandemia, e 36.372 mortes. (ANSA)
   

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