Com menos exames, número de novos casos diminui na Itália

País registrou cerca de 9,3 mil contágios nesta segunda-feira

Protesto em Nápoles contra restrições na região da Campânia (foto: ANSA)
20:04, 19 OutSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Após bater recorde de novos casos do coronavírus Sars-CoV-2 por cinco dias consecutivos, a Itália registrou 9.338 contágios nesta segunda-feira (19), quase 2,5 mil a menos que os 11.705 do último domingo (18).

No entanto, segunda-feira costuma ser o dia com menos casos em toda a semana, já que reflete a redução da carga horária dos laboratórios no fim de semana - foram 50 mil exames a menos em relação a domingo. Na segunda passada (12), a Itália teve 4.619 diagnósticos positivos, menos da metade do número de hoje.

De acordo com o Ministério da Saúde, o país totaliza 423.578 casos de Sars-CoV-2 desde o início da pandemia. Mesmo com a redução dos contágios em relação a domingo, a média móvel de diagnósticos positivos em sete dias chegou a 9.145 nesta segunda-feira, recorde no país. Isso significa um aumento de 295% em relação a duas semanas atrás.

 

A Itália também chegou a 36.616 óbitos, após um acréscimo de 73 nesta segunda-feira. No domingo, haviam sido registradas 69 mortes. A média móvel de vítimas em sete dias subiu para 59 (+172% em relação a 14 dias atrás), maior número desde 14 de junho (64).

 

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o país tem 252.959 pacientes curados e 134.003 casos ativos, número recorde desde o início da pandemia.

 

A tendência de alta na curva epidemiológica fez o primeiro-ministro Giuseppe Conte anunciar novas medidas restritivas válidas a partir desta segunda-feira, como a redução dos horários de funcionamento de bares e restaurantes e autorização para prefeitos bloquearem praças e ruas após as 21h.

Outras regiões foram ainda mais longe. A Campânia, no sul do país, fechou escolas até 30 de outubro e prometeu toque de recolher para evitar aglomerações noturnas no fim de semana de Halloween. (ANSA) 

 

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