Tribunal adia processo contra Berlusconi pela 4ª vez

Defesa alegou "motivos de saúde" para pedir mudança de data

Berlusconi recebeu alta do hospital há mais de um mês
Berlusconi recebeu alta do hospital há mais de um mês (foto: ANSA)
09:07, 19 OutMILÃO ZLR

(ANSA) - O Tribunal de Milão adiou pela quarta vez a retomada do processo contra o eurodeputado e ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi por corrupção de testemunhas.

A corte acatou nesta segunda-feira (19) um pedido da defesa para alterar a data de continuação do julgamento por "motivos de saúde". O advogado Federico Cecconi apresentou documentos médicos para comprovar as condições do ex-premiê de 84 anos, recuperado recentemente da Covid-19.

A retomada do processo estava prevista para 9 de março, mas foi adiada primeiro para 8 de junho e depois para 28 de setembro devido às medidas de restrição impostas pela pandemia do novo coronavírus. O último adiamento, para 19 de outubro, já se deveu à infecção de Berlusconi.

A próxima audiência foi marcada para 16 de novembro. O ex-primeiro-ministro e mais 28 pessoas são acusados de corrupção em atos judiciários e falso testemunho. Segundo a denúncia, Berlusconi teria subornado garotas de programa para manipular seus depoimentos à Justiça sobre as noitadas em suas mansões, apelidadas de "bunga-bunga".

O processo é conhecido como "Ruby ter" e também conta com desmembramentos independentes em outras cidades da Itália, como Roma, Turim, Pescara, Treviso, Monza e Siena - nesta última, o Ministério Público pediu a condenação do ex-premiê a quatro anos e dois meses de prisão.

Esses inquéritos nasceram do processo "Ruby", no qual o ex-primeiro-ministro foi absolvido dos crimes de prostituição de menores e abuso de poder. O nome faz referência à modelo ítalo-marroquina Karima el Mahroug, a Ruby, pivô do escândalo sexual que abalou a imagem de Berlusconi.

Entre 2010 e 2014, o ex-premiê teria gastado mais de 10 milhões de euros para manipular testemunhas em seus julgamentos. Berlusconi já foi condenado em última instância por fraude fiscal, pena descontada com um ano de serviços sociais, e hoje é deputado do Parlamento Europeu. (ANSA)

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