Sem novo lockdown, Itália aposta em toque de recolher contra pandemia

Governo não quer impor nova quarentena nacional

Piazza Plebiscito, no centro de Nápoles, durante lockdown na Itália, em março
Piazza Plebiscito, no centro de Nápoles, durante lockdown na Itália, em março (foto: )
08:48, 22 OutROMA ZLR

(ANSA) - Com a decisão do governo da Itália de não decretar um segundo lockdown de âmbito nacional, as administrações regionais resolveram apostar no toque de recolher para conter a pandemia do novo coronavírus.

A partir dos próximos dias, mais de um terço da população da Itália será submetida a proibições de circulação noturna nas três regiões mais populosas do país.

A Lombardia, com 10 milhões de habitantes e epicentro da pandemia em solo italiano, instituirá toque de recolher a partir de quinta-feira (22). Já a Campânia, com 5,8 milhões de moradores e que havia sido relativamente poupada na "primeira onda" da crise, iniciará a medida restritiva na sexta (23).

O governo do Lazio, que tem 5,9 milhões de habitantes, determinou ume de recolher a partir do dia 23 de outubro. Em todos os casos, a restrição à circulação valerá das 23 às 5h da manhã do dia seguinte.

Isso significa que as três cidades mais populosas da Itália - Roma, Milão e Nápoles, capitais do Lazio, da Lombardia e da Campânia, respectivamente - terão toque de recolher para conter o novo coronavírus.

O objetivo é proibir a circulação de pessoas e veículos durante a madrugada e combater aglomerações em bares e festas, que estão proibidas. Só será permitido sair à rua para deslocamentos por motivos de trabalho ou urgentes.

Na Lombardia, única região que já divulgou as diretrizes do toque de recolher, quem violar a norma estará sujeito a multas de 400 a mil euros (de R$ 2,7 mil a R$ 6,6 mil, pela cotação atual).

A Itália vem registrando recordes seguidos nos casos diários de Sars-CoV-2, e o número de mortos em 24 horas - 127 nesta quarta-feira - voltou ao patamar da segunda metade de maio, quando o país havia acabado de sair de dois meses de lockdown.

"O toque de recolher não é uma ideia maluca, mas está claro que vai atingir uma parte do comércio", comentou o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, que cobrou ajuda do governo nacional para os setores afetados.

Já a Confesercenti, associação que reúne representantes de bares e restaurantes, afirmou que esse mercado precisa de ajudas econômicas "rápidas e adequadas" para evitar a "morte" de estabelecimentos. (ANSA) 

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