Mattarella pede 'união' para pandemia não causar mais desigualdade

Presidente enviou mensagem fazendo apelo por 'políticas comuns'

Presidente enviou mensagem fazendo apelo por 'políticas comuns'
Presidente enviou mensagem fazendo apelo por 'políticas comuns' (foto: ANSA)
11:52, 24 OutROMA ZCC

(ANSA) - O presidente da Itália, Sergio Mattarella, fez um alerta neste sábado (24) para a necessidade de "políticas comuns" para evitar que a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) aumente as desigualdades no país.

"Um risco que não podemos correr é que as desigualdades entre os territórios existentes em nosso país se somam às decorrentes dos efeitos da pandemia", lembrou ele em mensagem enviada ao presidente da Confederação Nacional do Artesanato e da Pequena e Média Empresa, Daniele Vaccarino.

Segundo Mattarella, a "responsabilidade comum na defesa do bem primordial da vida, contendo o contágio e enfrentando as suas consequências, sanitárias, sociais, econômicas, faz compreender ainda melhor a importância da colaboração leal e eficaz entre as instituições da República".

"Temos confiança na nossa capacidade de enfrentar este momento crucial com escolhas e comportamentos que nos permitem almejar a retomada do crescimento, conter contágios e evitar custos ainda mais elevados para toda a sociedade e para cada um de nós", disse.

O presidente italiano ainda ressaltou que este "período de extraordinária dificuldade" deve ter o apoio do poder público para "uma estratégia que, ao mesmo tempo, enfrente a pandemia e as consequentes dificuldades, além de reduzir as desigualdades cada vez mais inaceitáveis".

"Um esforço extraordinário em termos de investimentos e formação deve nortear as transformações necessárias, ajudando as empresas a redesenhar cadeias produtivas e métodos e pessoas para adquirirem competências, capital social essencial para construir o futuro", acrescentou.

Por fim, Mattarella lembrou que a "União Europeia, que mostrou saber enfrentar a delicadeza da situação, disponibilizou instrumentos que permitem mobilizar enormes recursos" e isso "é uma oportunidade que deve ser aproveitada para modernizar o país". (ANSA)

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