Itália e Tunísia investigam formalmente ataque em Nice

Procuradoria de Bari abriu ação por associação terrorista

Franceses prestam homenagens às vítimas do ataque em Nice
Franceses prestam homenagens às vítimas do ataque em Nice (foto: EPA)
12:57, 30 OutBARI ZGT

(ANSA) - A Procuradoria de Bari, na Itália, anunciou nesta sexta-feira (30) a abertura de uma investigação formal por associação terrorista contra Brahim Aoussaoui, 21 anos, apontado como o autor do ataque desta quinta-feira (29) na cidade francesa de Nice.

Segundo o procurador local, Roberto Rossi, o tunisiano desembarcou na ilha italiana de Lampedusa em 20 de setembro e, após cumprir um período de isolamento por conta da pandemia de Covid-19, foi registrado no centro de migrantes de Bari no dia 9 de outubro. De lá, partiu para a França em situação ainda não esclarecida.

Rossi ainda informou que abriu uma outra investigação do chamado modelo 45, sem investigados nem hipótese de crime, sobre o procedimento administrativo relativo à liberação do jovem na cidade.

Já a Procuradoria Antiterrorismo da Tunísia anunciou a abertura de uma investigação sobre o caso e sobre a possível existência de um grupo terrorista chamado de "Al Mahdi do sul da Tunísia".

Conforme relatou à agência local de notícias TAP, o porta-voz e procurador-substituto do Tribunal de Túnis, Mohsen Dalì, explicou que a análise se faz necessária porque uma postagem nas redes sociais desse grupo teria assumido a autoria do ataque. No entanto, não há registros da existência de tal organização até o momento.

Já o governo francês teria prendido um homem de 47 anos que teria contatos com o jovem tunisiano, mas não há informações oficiais do andamento das investigações. O que se sabe, até o momento, é que Aoussaoui disse que cometeu o crime sozinho e que gritou palavras em árabe tanto no momento do ataque como quando foi preso e levado a um hospital pelos policiais que atuaram no local.

O atentado terrorista desta quinta-feira deixou três vítimas - incluindo uma brasileira. A ação ocorreu por volta das 8h30 (hora local) dentro da Basílica de Notre-Dame e os franceses trabalham com a possibilidade de um ataque terrorista.

Em pouco mais de um mês, a França já lidou com três ações do tipo e entrou em alerta máximo para o risco do terrorismo internacional voltar a causar grandes perdas humanas no país - assim como foi em 2015.

Em 25 de setembro, quatro pessoas foram esfaqueadas em frente à antiga sede do jornal satírico "Charlie Hebdo". Já no dia 16 de outubro, o professor de história Samuel Paty foi decapitado por um islamista em Paris. Todos os atos, no entanto, não foram reivindicados por nenhum grupo terrorista conhecido. (ANSA).
   

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