Chefe da máfia 'ndrangheta decide colaborar com justiça italiana

Maurizio Cortese, já condenado, responde a novo processo judicia

DDA de Reggio Calabria investiga extorsão cometida por mafiosos contra empresários e comerciantes
DDA de Reggio Calabria investiga extorsão cometida por mafiosos contra empresários e comerciantes (foto: ANSA)
14:10, 11 NovREGGIO CALABRIA ZGT

(ANSA) - O mafioso Maurizio Cortese, chefão do clã Serraino da máfia calabresa 'ndrangheta, decidiu colaborar com os procuradores de Reggio Calábria, na Itália, informou o Ministério Público nesta quarta-feira (11).

Cortese foi preso em julho no âmbito da operação "Pedigree", que investigava a extorsão de empresários e comerciantes nas cidades dominadas pelo clã.

Segundo a investigação, o sistema de extorsão de dinheiro estava ficando cada vez mais sofisticado, com os donos de pequenos, médios ou grandes negócios - especialmente no setor de serviços - tendo que pagar taxas ou percentuais sobre seus lucros para poderem funcionar.

O mafioso foi interrogado pelo procurador Giovanni Bombardieri, da Direção Distrital Antimáfia de Reggio Calábria, em audiência que participaram ainda os investigadores que coordenaram a operação "Pedigree".

Além de Cortese, na operação em 9 de julho, foram presos outros membros do clã, incluindo sua esposa, Stefania Pitasi, que é filha de outro detido e líder da máfia, Paolo Pitasi.

Stefania é apontada como uma espécie de "porta-voz" do marido durante seu longo período de detenção anterior - ele havia fugido do cárcere e foi preso novamente em julho. Cortese havia sido condenado de maneira definitiva em outro processo, o "Epilogo", que também investigava os crimes de extorsão.

A 'ndrangheta é considerada a maior e mais sofisticada máfia na Itália atualmente, com ramificações tanto dentro de setores empresariais como em diversos governos de cidades de toda a Calábria. (ANSA).
   

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