Itália nega pressão sobre UTIs em 2ª onda de pandemia

São 10 mil leitos disponíveis e 3,3 mil internados com Covid

UTI de hospital em Nápoles, sul da Itália
UTI de hospital em Nápoles, sul da Itália (foto: ANSA)
09:55, 16 NovROMA ZLR

(ANSA) - O coordenador das ações do governo da Itália para combater a pandemia do coronavírus-Sars-CoV-2, Domenico Arcuri, negou nesta segunda-feira (16) que as UTIs do país estejam "sob pressão".

A declaração chega após diversos alertas de associações de médicos sobre o risco de saturação das unidades de terapia intensiva italianas na segunda onda da crise.

"Hoje temos cerca de 10 mil leitos de UTI e chegaremos a 11,3 mil no mês que vem. Atualmente existem cerca de 3,3 mil internados em terapia intensiva [por Covid], então não existe pressão", declarou Arcuri em uma conferência online.

Segundo ele, a Itália tinha antes da pandemia 5 mil leitos de UTI, o que contribuiu para o colapso de alguns hospitais na primeira onda da crise, especialmente na Lombardia.

No entanto, um levantamento feito pelo jornal Il Sole 24 Ore mostra uma situação mais delicada. De acordo com esses dados, 16 das 20 regiões da Itália já ultrapassaram a faixa crítica de mais de 30% dos leitos de UTI ocupados por pacientes da Covid-19.

O cenário mais grave é na Lombardia, com índice de 80,79%, seguida pelo Trentino-Alto Ádige (71,69%) e pelo Piemonte (64,70%), todos no norte do país. (ANSA) 

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