Itália tem maior número de óbitos por Covid desde 3 de abril

Vista do centro de Turim, capital do Piemonte, que está em lockdown para conter pandemia
Vista do centro de Turim, capital do Piemonte, que está em lockdown para conter pandemia (foto: ANSA)
13:53, 17 NovSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - A Itália registrou mais 731 mortes na pandemia do novo coronavírus nesta terça-feira (17), maior número para um único dia desde 3 de abril, quando foram contabilizados 766 óbitos.

Na época, o país atravessava o primeiro pico da crise sanitária e vivia um rígido lockdown para conter a disseminação do Sars-CoV-2. Com o novo boletim do Ministério da Saúde, a Itália soma agora 46.464 vítimas e 1.238.072 casos na pandemia, após um acréscimo de 32.191 contágios nesta terça-feira.

Apenas nove dias tiveram mais mortes por Covid-19 na Itália do que 17 de novembro. O recorde é de 27 de março, com 919 óbitos. Por outro lado, a curva de contágios voltou a dar sinal de desaceleração, com a média móvel de casos em sete dias caindo de 35.075 para 34.660.

 

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a Itália tem 457.798 pacientes curados e um recorde de 733.810 contágios ativos, o equivalente a 1,2% da população. Desse total, 3.612 pessoas estão internadas em UTIs, maior cifra desde 8 de abril (3.693).

 

"Temos um quadro estável, com uma leve diminuição nos casos, mas com indicadores de internações e mortes que não são bons e que refletem o acúmulo de contágios nas últimas semanas", explicou o diretor de prevenção do Ministério da Saúde, Gianni Rezza.

Para conter a segunda onda da pandemia, seis das 20 regiões da Itália já estão em lockdown (Calábria, Campânia, Lombardia, Piemonte, Toscana e Vale de Aosta), e mais uma (Abruzzo) entrará nesse regime nesta quarta (18). Também está em vigor um toque de recolher das 22h às 5h em todo o território italiano. (ANSA) 

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