Italianos devem se preparar para Natal 'sóbrio', pede premiê

Conte disse que, além de seguir regras, é preciso ter bom senso

Natal na Itália deverá ser 'sóbrio' e com 'bom senso', pede Conte (foto: ANSA)
11:09, 19 NovROMA ZGT

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, pediu nesta quinta-feira (19) que os italianos tenham um "Natal sóbrio" e evitem festas com aglomerações para impedir uma alta ainda maior no número de casos e mortes por coronavírus Sars-CoV-2 no país.

"Já devemos nos preparar para passar as festividades de maneira mais sóbria: bailes, festas, beijos e abraços não serão possíveis. Além das avaliações científicas, é preciso ter bom senso. Uma semana de socialização desenfreada significaria pagar, já em janeiro, com uma elevação brusca em termos de mortes e estresse nas UTIs. Devemos nos preparar para um Natal mais sóbrio - mesmo se pensamos que podemos trocar presentes e ajudar a economia", disse o premiê durante o encerramento virtual do encontro da Associação Nacional das Prefeituras Italianas (Anci).

A fala do chefe de Governo vem na mesma linha adotada por seu Comitê Técnico-Científico (CTS), criado para gerir a pandemia de Covid-19. Nesta quarta-feira (18), o coordenador do CTS, Agostino Miozzo, disse que os italianos devem "esquecer" as festividades como elas são tradicionalmente feitas.

Durante seu discurso, Conte ainda agradeceu aos prefeitos de todo o país que "renunciaram ao seu direito de dar ordens para permitir medidas homogêneas em todo o território nacional durante a primeira onda" da crise sanitária, entre os meses de março e maio. À época, as decisões foram todas centralizadas em Roma. Atualmente, os líderes municipais voltaram a ter certa autonomia - desde que fiquem dentro das regras nacionais.

"A sinergia entre os níveis institucionais é importante, assim como o apelo de [Sergio] Mattarella [presidente italiano]: é fundamental para melhorar todas as performances do sistema Itália, seja para frear o contágio, seja para a retomada", acrescentou.

A Itália enfrenta uma segunda onda da pandemia de coronavírus, com números de mortes semelhantes ao período entre março e maio, mas com os contágios em índices infinitamente maiores. Nesta quarta-feira, foram 753 óbitos e 34.283 novos casos em apenas 24 horas. (ANSA).
   

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