Itália adiciona região de Abruzzo em zona vermelha da Covid-19

Governo local, porém, já havia determinado lockdown há dois dias

Governo regional já havia determinado o lockdown em 18/11
Governo regional já havia determinado o lockdown em 18/11 (foto: ANSA)
16:19, 20 NovROMA ZGT

(ANSA) - O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, determinou que a região de Abruzzo, localizada na área central do território nacional, passe para a faixa vermelha de risco de transmissão do coronavírus Sars-CoV-2.

Segundo comunicado desta sexta-feira (20), a medida já entrará em vigor a partir de 22 de novembro e será publicada de maneira oficial no Diário Oficial deste sábado (21).

No entanto, a decisão anunciada pelo governo italiano vem dois dias após o governo regional iniciar um lockdown por conta própria, dado o aumento de novos contágios e no número de internados por conta do coronavírus Sars-CoV-2.

A decisão regional seguia as orientações dadas pelo governo de Roma, que prevê o fechamento do comércio não essencial, o fechamento de bares e restaurantes (que só podem entregar as refeições e bebidas) e a proibição de sair de casa por motivos não necessários - só pode sair por motivos de saúde, trabalho e urgência.

Conforme dados do Ministério da Saúde, a região tem 22.547 casos confirmados da doença desde fevereiro - sendo que 705 deles foram confirmados nas últimas 24 horas - e 739 mortos desde o início da pandemia.

Até essa sexta-feira, sete das 20 regiões italianas estão na zona mais restrita de regras para conter a Covid-19: além de Abruzzo, estão na mesma situação a Calábria, Campânia, Lombardia, Piemonte, Toscana e Vale de Aosta, além da província de Bolzano.

As novas regras anunciadas pelo governo dividem o país em quatro faixas, que têm as regras aumentando conforme a classificação: verde, amarelo, laranja e vermelho. Nenhuma está na primeira, que só tem como recomendação as medidas mais básicas, como uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos.

A Itália vem enfrentando uma segunda onda do coronavírus e vem batendo recordes de casos diários - em números muito maiores do que no primeiro pico, entre março e maio - e uma alta constante na quantidade de óbitos. (ANSA).
   

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