Itália aprova novo pacote de estímulo para ajudar empresas

Medida foi tomada para combater crise causada pela pandemia

Loja no centro de Milão
Loja no centro de Milão (foto: ANSA)
14:04, 21 NovROMA ZCC

(ANSA) - O Conselho de Ministros da Itália aprovou na noite desta sexta-feira (20) um novo pacote de estímulo no valor de cerca de 10 bilhões de euros para apoiar as empresas afetadas pela segunda onda da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2.

O novo decreto destina cerca de 2 bilhões de euros para as atividades comerciais afetadas pelas regras restritivas, para ajuda alimentar para os vulneráveis e compra de medicamentos para tratar pacientes positivos.

Além disso, o governo do primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, está preparando um novo déficit orçamentário de 8 bilhões de euros para reforçar as medidas de auxílio já existentes.

"Com o novo desvio de 8 bilhões em termos de dívida líquida e necessidade de financiamento e 5 bilhões de saldo líquido a ser financiado pelo orçamento do Estado, em termos de competência e em termos de caixa, o governo pretende adotar medidas que, em continuidade com as anteriores, permitirá alargar as intervenções planejadas a favor dos operadores econômicos para o apoio aos setores produtivos e para o apoio aos cidadãos, também através de um uso adequado da alavanca fiscal", diz o comunicado final do Conselho de Ministros.

Agora, o texto será apresentado às Câmaras para as medidas serem autorizadas e atualizadas. Espera-se que a economia da Itália contraia pelo menos 9% este ano, devido às medidas impostas para combater a pandemia.

Segundo o Ministério de Finanças da Itália, as regras não devem elevar o déficit orçamentário de 2020 acima da meta atual de 10,8% do Produto Interno Bruto (PIB), já que a margem de manobra foi elaborada dentro da meta.

Fontes informaram ainda que o governo italiano planeja disponibilizar mais entre 15 e 20 bilhões de euros no início do próximo ano para ajudar recuperar a economia.

Em um esforço para conter a pandemia, a Itália foi dividida em três zonas com base em suas taxas de infecção, e as restrições precisam ser respeitadas de acordo com o nível de alerta. (ANSA)

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