Premiê da Itália pede união ao G20 para enfrentar pandemia

Cúpula virtual reúne 20 maiores economias do mundo

Cúpula virtual reúne 20 maiores economias do mundo (foto: ANSA)
15:59, 21 NovROMA ZCC

(ANSA) - Em mensagem enviada para a cúpula do G20, que reúne as 20 maiores economias do mundo, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, fez um apelo neste sábado (21) para todos os países se unirem e criarem uma normalidade melhor para garantir uma recuperação rápida da crise causada pela pandemia de Covid-19.

"O G20 refletirá nosso compromisso com uma recuperação rápida da crise provocada pela pandemia e com encontrar soluções para os maiores desafios que a humanidade enfrenta hoje, desde as mudanças climáticas até as contínuas desigualdades", afirmou.

Conte ressaltou que todos os países devem ficar juntos e usar as oportunidades que estão enfrentando, principalmente a emergência sanitária causada pelo novo coronavírus, para criar "uma nova e melhor normalidade".

A mensagem foi enviada pelo premiê italiano para os chefes de Estado que participam da cúpula virtual, sediada pela Arábia Saudita, para promover a agenda do G20 para 2020.

"A próxima presidência italiana de 2021 está determinada a continuar a importante ação do G20 com base em resultados da cúpula de Riad", acrescentou Conte.

Durante dois dias, o rei Salman reúne os líderes para discutir as "consequências da pandemia" e "medidas para relançar a economia mundial".

O evento ocorre no momento em que os Estados Unidos enfrentam uma transição política caótica, após a vitória do democrata Joe Biden e o não reconhecimento da derrota de Donald Trump.

O Brasil, por sua vez, deve ser representado pelo presidente Jair Bolsonaro remotamente. As conferências e pronunciamentos serão transmitidas pelo site do evento [https://www.g20riyadhsummit.org/], que foi organizado sob a presidência pro tempore da Arábia Saudita. 

Vacinas - 

Em seu discurso, o primeiro-ministro da Itália afirmou que o acesso a "diagnósticos, terapias e vacinas" contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 são um direito de toda a comunidade mundial.

"Para a Itália são bens públicos globais, direito de todos e não privilégio de poucos", disse o premiê italiano durante seu discurso na cúpula do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo.

Conte defendeu que os líderes precisam enfrentar a "terrível prova imposta pela Covid-19 ao investir na saúde pública", porque é uma decisão "moral e social, mas também política". "Só sairemos da crise concebendo um novo começo, colocando a pessoa no centro dos esforços nos desafios globais".

Segundo o político, a Itália está trabalhando duro para desenvolver ferramentas e mecanismos capazes de derrotar a pandemia e melhorar a prontidão de resposta global. E esses esforços serão mantidos ao assumir a presidência italiana no G20.

O premiê ainda ressaltou que seu governo "promoverá um esforço coordenado para superar a crise econômica, em particular no que diz respeito aos países mais vulneráveis". Além disso, ele ressaltou que o G20 "tem tomado medidas sem precedentes na luta contra a pandemia".

"À medida que continuamos a lutar contra o vírus e saudamos as notícias recentes das pesquisas de vacinas, também devemos olhar para o nosso futuro e o futuro das gerações mais jovens", afirmou

Para Conte, é preciso "fortalecer nossa colaboração com instituições multilaterais e torná-las mais eficazes, incluindo uma OMS (Organização Mundial da Saúde) fortalecida".

"Nos últimos meses, a comunidade internacional enfrentou uma pandemia sem precedentes desde o século passado, com impactos socioeconômicos e de saúde chocantes", acrescentou.

Por fim, Conte lembrou que "o número de mortos aumentou para mais de um milhão e o FMI previu que mais 90 milhões de pessoas cairão na pobreza até o final de 2020". "O ressurgimento da pandemia em muitas regiões exige, mais uma vez, decisões difíceis por parte dos governos e sacrifícios importantes por parte de seus cidadãos ", concluiu. (ANSA)

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