Itália já gastou 94 milhões de euros com vacinas anti-Covid

Comissário ilustrou aspectos do plano de vacinação no país

Comissário italiano ilustrou aspectos do plano de vacinação no país
Comissário italiano ilustrou aspectos do plano de vacinação no país (foto: EPA)
19:37, 23 NovROMA ZCC

(ANSA) - O coordenador das ações do governo italiano contra a pandemia, Domenico Arcuri, revelou nesta segunda-feira(23) que a Itália já desembolsou 94 milhões de euros para a compra de futuras vacinas contra o novo coronavírus Sars-CoV-2.

"Já gastamos 94 milhões, que é a quantia que a União Europeia pediu à Itália para adquirir a quantidade de vacinas que foram preparadas até agora", afirmou o italiano, durante Comitê de Orçamento.

Segundo Arcuri, o "mecanismo de aquisição e contratação de vacinas ocorre dentro de um 'pool' da União Europeia que agrupa todos os países signatários do acordo", o qual cada país tem direito a um percentual de vacinas e o da Itália é de 13,5%.

O país terá acesso às vacinas contra o Sars-CoV-2 por meio da União Europeia, que já fechou contratos relativos a cinco candidatas: Oxford/AstraZeneca, Sanofi-GSK, Janssen, Biontech/Pfizer e CureVac.

A imunização na Itália deve começar em janeiro com a chegada de 3,4 milhões de doses da candidata desenvolvida pela empresa alemã Biontech e pela multinacional americana Pfizer, que servirão para proteger 1,7 milhão de pessoas (são necessárias duas doses para garantir a imunidade).

O comissário para a emergência sanitária ilustrou novos aspectos do plano de vacinação da população italiana, que está em fase de definição. De acordo com ele, haverá um ponto de "armazenamento e administração" de vacinas contra a Covid-19 para cada 20 mil cidadãos.

O planejamento da campanha de vacinação deve ficar pronto nas próximas semanas. "Tendo em vista que haverá diferentes tipos de imunizantes, o plano terá essencialmente que levar em conta 4 variáveis: distribuição por conta do fabricante ou estado de compra, temperatura de armazenamento, forma de administração e intervalo de tempo entre a primeira e a segunda dose", explicou.

Desta forma, Arcuri está planejando um documento que prevê o envolvimento das regiões e municípios, os quais indicarão os pontos de administração nos hospitais e na residência sanitária assistencial (Rsa). (ANSA)

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