Premiê da Itália debate novas regras anti-Covid para impor a partir de 7/1

Reunião é realizada com ministros e autoridades sanitárias hoje

Governo estuda impor novas medidas restritivas após feriado (foto: ANSA)
14:06, 03 JanROMA ZCC

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, realiza neste domingo (3) uma reunião com representantes de seu governo para debater novas medidas restritivas para conter o avanço do coronavírus Sars-CoV-2 a partir do próximo dia 7 de janeiro.

O último decreto imposto pelo premiê irá expirar no dia 6, data em que será celebrado o "Dia de Reis", feriado chamado também de "Epifania do Senhor". Atualmente, o texto prevê a classificação do território italiano como "zona vermelha", na qual há regras semelhantes às do lockdown vigente entre março e maio.

A expectativa é de que o sistema de faixas de cores seja mantido de acordo com as diferentes taxas de contágio nos diversos territórios. Como tem acontecido até agora, para estabelecer a cor de cada região, o governo se baseia nos dados epidemiológicos de contágio e o índice de transmissão (Rt).

Atualmente existem três regiões que correm o risco de ser classificada como laranja a partir de 7 de janeiro: Calábria , Ligúria e Vêneto. Já Emilia-Romagna , Friuli Veneza Giulia e Marcas estão em atenção. O resto da Itália deve ficar na zona amarela, incluindo Abruzzo, que estava laranja antes do feriado.

No entanto, a hipótese em discussão determina medidas para um período de transição, entre 7 e 15 de janeiro. Além disso, o governo estaria trabalhando com a ideia de impor uma medida mais rígida aos fins de semana. Desta forma, toda a Itália seria classificada como "faixa vermelha", o que prevê o fechamento de lojas consideradas não essenciais, restaurantes e bares, e a proibição de deslocamento dentro do próprio município, ou laranja.

Entre os assuntos que estão sendo debatidos está o retorno das aulas em escolas de ensino médio. A reabertura do dia 7 de janeiro é destaque devido às preocupações apontadas por alguns governadores para a retomada parcial da atividade presencial, com o consequente aumento da frequência nos meios de transportes.

No entanto, de acordo com apuração da ANSA, Conte já garantiu que as escolas serão reabertas no dia 7 de janeiro mesmo.

A reunião conta com a presença do ministro dos Assuntos Regionais, Francesco Boccia, do subsecretário da presidência do Conselho, Riccardo Fraccaro, do coordenador do Comitê Técnico-Científico, Agostino Miozzo, do presidente do Instituto de Saúde, Silvio Brusaferro, do presidente do Conselho Superior de Saúde, Franco Locatelli, entre outras autoridades.

Plano de Vacinação -

Hoje, a ministra da Agricultura da Itália, Teresa Bellanova, aproveitou o encontro para atacar o premiê italiano. "Hoje a vacinação é insuficiente e pouco clara. Se você quiser sair desse impasse passando uma mensagem clara aos cidadãos, só há um jeito: continuar o rastreamento pontual e esclarecer o plano de vacinação", disse.

Segundo ela, hoje é possível ver a "insuficiência do sistema de saúde, sancionada pela necessidade de acionar as regiões laranja ou vermelha com limites de Rt inferiores aos indicados acima para evitar maiores agravamentos".

"A mensagem fique em casa sozinho é evidente que psicológica e economicamente os cidadãos não são mais suficientes. Diante de um sacrifício que pedimos às pessoas, devemos dar certezas. E pelos dados que li, ainda vejo poucos", finalizou Bellanova.  (ANSA)

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