Itália já vacinou mais de 118 mil pessoas contra a Covid-19

No entanto, governadores cobram mais equipes sanitárias

Vacinação na Itália já imunizou quase 120 mil pessoas desde 27 de dezembro
Vacinação na Itália já imunizou quase 120 mil pessoas desde 27 de dezembro (foto: ANSA)
10:45, 04 JanROMA ZGT

(ANSA) - Em meio a polêmicas políticas, a Itália vacinou 118.554 pessoas contra a Covid-19 até o fim da manhã desta segunda-feira (04), informou a Agência Italiana de Medicamentos (Aifa). A grande maioria dos imunizados (105.747) são profissionais da saúde por todo o país.

Na sequência, aparecem os idosos que moram em asilos e casas de assistência médica (6.634) e as pessoas que não trabalham na área de saúde (6.173). Ainda conforme a Aifa, o país recebeu recebeu 479.700 doses da vacina BNT 162b, desenvolvida pela farmacêutica Pfizer e pelo laboratório alemão BioNTech.

A Província Autônoma de Trento é a que aplicou a maior parte das doses recebidas até agora (54,8%), seguida por Lazio (48,7%) e Vêneto (40,6%). As ampolas foram distribuídas proporcionalmente ao tamanho da região ou província.

A maior faixa etária vacinada está entre os 50 a 59 anos (33.709), seguida pela de 40-49 anos (27.320). Acima dos 60 anos, foram vacinados 24.217 pessoas.

Segundo a Pfizer, a entrega do terceiro lote de imunizantes será realizada nesta terça-feira (05), com a chegada ao território italiano de mais 470 mil doses.

A polêmica com a entrega das doses, porém, vem na esteira da briga política entre o líder do Itália Viva (IV) e ex-premiê, Matteo Renzi, com o governo de Giuseppe Conte. Neste fim de semana, a ministra de Agricultura, Teresa Bellanova, do IV, somou-se ao coro de Renzi e criticou a "insuficiência" de doses e "a pouca clareza" nos dados.

Um grupo de sete governadores está pressionando o governo para "garantir o que foi prometido, ou seja, equipes sanitárias para aplicar as vacinas" - há falta de pessoal para acelerar a vacinação - e também já está sendo registrada a falta de seringas para a aplicação do imunizante. (ANSA).
   

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