Ministra italiana admite que ensino a distância atingiu limite

Escolas de ensino médio seguem fechadas na maior parte do país

Estudantes fazem aula na rua em Roma para protestar contra fechamento das escolas
Estudantes fazem aula na rua em Roma para protestar contra fechamento das escolas (foto: ANSA)
14:03, 11 JanROMA ZLR

(ANSA) - A ministra da Educação da Itália, Lucia Azzolina, admitiu nesta segunda-feira (11) que o ensino a distância chegou ao limite nas escolas do país.

Os colégios italianos de ensino médio vêm realizando aulas 100% online desde o início de novembro, quando o primeiro-ministro Giuseppe Conte restabeleceu medidas restritivas para conter a segunda onda da pandemia do novo coronavírus.

Apenas três das 20 regiões do país (Abruzzo, Toscana e Vale de Aosta) reabriram as chamadas "escolas superiores" nesta segunda-feira.

"Nas regiões da faixa amarela [a primeira na escala de risco da pandemia], tudo está aberto, menos a escola superior, e isso cria profundas cicatrizes, os jovens precisam desafogar seu lado social. Estou muito preocupada, hoje a didática a distância não pode mais funcionar, tem um blecaute da socialização, os jovens estão irritados, desorientados", disse Azzolina à emissora pública Rai.

Segundo a ministra, os colégios de ensino médio já estão prontos para reabrir, mas isso depende de autorização dos governos regionais. "Peço a todos que tratem as escolas como as atividades produtivas", acrescentou.

Atualmente, 15 das 20 regiões da Itália estão na faixa amarela, que permite a abertura do comércio e de restaurantes, embora com limitações no horário de funcionamento. O governo já autorizou a retomada das aulas presenciais de ensino médio com 50% da capacidade, mas a maioria das regiões preferiu adiar a reabertura.

Em Roma, jovens organizaram aulas e assembleias em frente a seus colégios nesta segunda-feira para protestar contra o fechamento das escolas superiores. "Pedimos a reabertura imediata de todos os colégios porque estamos exaustos. Não dá mais para adiar", disse a estudante Francesca.

O governo italiano já estuda incluir professores entre as categorias prioritárias na campanha de vacinação contra o novo coronavírus para acelerar a plena retomada das atividades escolares. Atualmente, estão sendo imunizados apenas trabalhadores da saúde e hóspedes de asilos. (ANSA) 

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