Itália proíbe viagens entre regiões até 15 de fevereiro

Governo também revisou escala de risco epidemiológico

Movimentação no centro de Milão, norte da Itália
Movimentação no centro de Milão, norte da Itália (foto: ANSA)
08:23, 14 JanROMA ZLR

(ANSA) - Em meio a uma crise política que ameaça o mandato do premiê Giuseppe Conte, o governo da Itália aprovou na noite desta quarta-feira (13) um novo decreto que proíbe deslocamentos inter-regionais até 15 de fevereiro.

A medida entra em vigor no dia 16 de janeiro e valerá independentemente da faixa de risco epidemiológico da região - até as festas de fim de ano, era possível fazer viagens inter-regionais entre áreas situadas na faixa amarela, que hoje é a primeira na escala do governo.

As únicas exceções serão deslocamentos por comprovados motivos de trabalho, saúde ou urgência. O decreto também mantém o toque de recolher nacional entre 22h e 5h e limitações às visitas de cidadãos a outras residências (no máximo dois maiores de 14 anos por casa a cada dia).

Além disso, o governo confirmou a prorrogação do estado de emergência, que terminaria em 31 de janeiro, até 30 de abril e criou uma nova faixa de risco, a branca, para regiões com índice inferior a 50 casos semanais para cada 100 mil habitantes por três semanas consecutivas.

Essas áreas terão regras mais permissivas do que as faixas amarela, laranja e vermelha, porém nenhuma das 20 regiões do país se enquadra nesse critério atualmente. De acordo com a classificação do governo, cinco regiões estão na faixa laranja, e outras 15 estão na área amarela.

A principal diferença entre as duas é que, na primeira, estão proibidos deslocamentos intermunicipais e a abertura de salões em bares e restaurantes. A Itália soma pouco mais de 2,3 milhões de casos do Sars-CoV-2 e 80.326 mortes na pandemia.

Crise

O decreto foi aprovado pelo governo após a renúncia das ministras Teresa Bellanova (Agricultura) e Elena Bonetti (Família), representantes do partido de centro Itália Viva (IV) na base aliada.

A legenda é liderada pelo ex-premiê e senador Matteo Renzi e rompeu com Giuseppe Conte por discordar de suas políticas para utilização de fundos europeus. A saída do Itália Viva da coalizão faz o governo perder a maioria no Senado e pode levar o primeiro-ministro a renunciar. (ANSA)

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