Atrasos nas entregas vão adiar vacinação em 1 mês na Itália

País já vacinou 1.370.449 pessoas contra o novo coronavírus

a Itália já vacinou 1.370.449 pessoas contra o novo coronavírus (foto: EPA)
14:13, 24 JanROMA ZCC

(ANSA) - As autoridades sanitárias da Itália informaram neste domingo (24) que o período de vacinação planejado pelo governo sofrerá um atraso devido à redução no fornecimento dos imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca.

Em entrevista à emissora Rai 1, o vice-ministro da Saúde da Itália, Pierpaolo Sileri, explicou que a imunização em idosos maiores de 80 anos será adiada em aproximadamente quatro semanas, enquanto que a aplicação para o resto da população irá demorar entre 6 e 8 semanas a mais do tempo previsto.

Até o momento, a Itália já vacinou 1.370.449 pessoas contra o novo coronavírus Sars-CoV-2, de acordo com o levantamento feito pelo governo. No entanto, o país teve que reduzir a aplicação das doses tendo em vista problemas de abastecimento por parte das empresas farmacêuticas.

Com isso, a partir desta segunda-feira (25), as ampolas disponíveis serão usadas primeiro para garantir a segunda dose na data correta das pessoas, principalmente profissionais de saúde, que já receberam a primeira administração.

"Em duas semanas, se tudo correr bem, teremos um mercado com as três vacinas: o que significa retomar com mais força, completar a vacinação para médicos e enfermeiras e começar a partir dos anos 80", explicou.

O vice-ministro italiano ressaltou que "este tipo de abrandamento envolve toda a Europa e grande parte do mundo", mas disse estar "confiante que o atraso pode ser contornado".

A redução na distribuição das doses provocou preocupação e revolta na Itália e em toda a União Europeia. O primeiro-ministro Giuseppe Conte classificou o anúncio da Pfizer e AstraZeneca de "violações sérias contratuais" e garantiu que tomará medidas legais para o cumprimento dos acordos.

Hoje, em entrevista à Rai, o ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, também afirmou que o governo italiano entrará com ações judiciais contra a Pfizer e a Astrazeneca por atrasos nas entregas das vacinas.

"Estamos trabalhando para que nosso plano de vacinas não mude. Estamos ativando todos os canais para que a Comissão Europeia faça todo o possível para que esses senhores respeitem seus contratos", enfatizou o chanceler.

Poucos minutos depois, a Pfizer emitiu um comunicado à Sky TG24, confirmando que o abastecimento dos lotes "voltará a plena capacidade a partir da próxima semana".

Além disso, a empresa especificou que "de 8 a 18 de janeiro foram enviadas as ampolas exigidas pelo plano de encomendas, depois houve a redução devido ao reajuste do local de produção belga de Puurs".

"Com a decisão do governo de administrar seis doses em vez de cinco, a Pfizer reduziu o número de frascos, mas não as doses esperadas, que permanecem as mesmas", garantiu a Pfizer, justificando que "está acontecendo um mal-entendido na contagem da dose que não é a contagem do frasco". (ANSA)

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