Draghi obtém confiança da Câmara e supera último obstáculo

Governo Draghi obteve apoio na Câmara e no Senado (foto: EPA)
07:36, 19 FevROMA ZLR

(ANSA) - O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, obteve nesta quinta-feira (18) o voto de confiança da Câmara dos Deputados, superando a última etapa para seu governo de união nacional entrar em pleno funcionamento.

Assim como já havia ocorrido no Senado na quarta (17), o economista e ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) conquistou o apoio de uma ampla maioria dos deputados, com placar final de 535 para o "sim" e 56 para o "não", além de cinco abstenções.

Entre os grandes partidos, apenas o Irmãos da Itália (FdI), de extrema direita, votou contra o nascimento do governo Draghi. Também houve novamente algumas dissidências no populista Movimento 5 Estrelas (M5S), que tem a maior bancada no Parlamento e quatro ministérios na nova gestão, mas não foi suficiente para alterar o desfecho da votação.

Durante a manhã, o líder político do M5S, Vito Crimi, já havia anunciado a expulsão de 15 senadores do partido que votaram contra Draghi na última quarta.

Além do movimento populista, o economista reúne em sua coalizão a Liga, legenda de extrema direita liderada por Matteo Salvini; o conservador moderado Força Itália (FI), de Silvio Berlusconi; o Itália Viva (IV), de centro; o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda; e a coalizão Livres e Iguais (LeU), de esquerda; além de representantes de minorias linguísticas e dos italianos no exterior.

Um dos deputados da Liga, Gianluca Vinci, também votou contra o governo Draghi, deixou a legenda e anunciou sua filiação aos Irmãos da Itália.

No comando de uma aliança tão heterogênea, Draghi terá de balancear interesses muitas vezes conflitantes, enquanto busca refazer o plano italiano para utilização do fundo de recuperação da União Europeia, acelerar a campanha de vacinação contra o novo coronavírus e tirar a economia do atoleiro.

O economista de 73 anos substitui Giuseppe Conte, que ficou sem apoio suficiente no Parlamento, e chefia o 67º governo em quase 75 anos de história republicana na Itália, sendo o terceiro apenas na atual legislatura, iniciada em março de 2018. (ANSA)

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