Governo Draghi prorroga veto a viagens entre regiões na Itália

Medida foi estendida por um mês, até 27 de março

Mario Draghi tomou posse como primeiro-ministro da Itália em 13 de fevereiro
Mario Draghi tomou posse como primeiro-ministro da Itália em 13 de fevereiro (foto: ANSA)
08:25, 22 FevROMA ZLR

(ANSA) - O governo do primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, aprovou nesta segunda-feira (22) um decreto que estende a proibição de viagens entre regiões até o dia 27 de março.

Em vigor desde 16 de janeiro, a medida terminaria em 25 de fevereiro, e a decisão de prorrogá-la por mais um mês indica a disposição do novo premiê de dar continuidade a algumas políticas da gestão anterior, de Giuseppe Conte, no combate à pandemia.

A Itália é composta por 20 regiões com relativa autonomia política e administrativa, à semelhança dos estados brasileiros, e as únicas exceções na proibição são para deslocamentos por comprovados motivos de trabalho, saúde ou urgência.

A prorrogação do veto a viagens inter-regionais chega em meio à crescente preocupação com as variantes do coronavírus Sars-CoV-2 na Itália. A britânica (B.1.1.7) já corresponde a quase 20% dos novos casos no país e, segundo o Ministério da Saúde, está destinada a se tornar predominante.

As autoridades sanitárias do país também têm registrado diversos focos de disseminação da variante brasileira (P.1), especialmente no centro da península.

O governo Draghi ainda prorrogou uma regra que limita o número de visitantes que podem ser recebidos em cada casa diariamente a dois maiores de 14 anos por residência. Ou seja, um habitante da Itália pode receber em sua casa apenas dois adultos por dia.

Dependendo da faixa de risco da região, essas visitas podem acontecer dentro das fronteiras regionais (área amarela) ou apenas dentro dos limites do próprio município de residência (zona laranja).

A novidade é que o governo Draghi proibiu todas as visitas privadas na faixa vermelha, último nível na escala de risco, embora nenhuma região esteja nesse estágio neste momento.

Ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Draghi tomou posse como primeiro-ministro em 13 de fevereiro e lidera uma coalizão heterogênea que vai da extrema direita à esquerda, passando por populistas, liberais e sociais-democratas. (ANSA)

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