Italiano infectado por variante brasileira tomou 2ª vacina 8 dias antes

Vacina da Pfizer é a mais usada na Itália até o momento
Vacina da Pfizer é a mais usada na Itália até o momento (foto: ANSA)
16:24, 22 FevSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O trabalhador da saúde que testou positivo para a variante brasileira do novo coronavírus após ter sido vacinado na Itália havia tomado a segunda dose do imunizante da Biontech/Pfizer oito dias antes do diagnóstico.

O Instituto Zooprofilático Experimental de Abruzzo e Molise (IZS), órgão científico dessas duas regiões da Itália Central, confirmou à ANSA que o indivíduo, cujo nome não foi revelado, recebeu a segunda dose da vacina da Pfizer em 3 de fevereiro.

A infecção pelo novo coronavírus foi confirmada no dia 11, após a realização de um exame RT-PCR de rotina, e o sequenciamento genético do vírus verificou que se tratava da variante P.1, que teria surgido em Manaus (AM), um dos epicentros da pandemia no Brasil.

O paciente trabalha no Hospital de L'Aquila, capital de Abruzzo, que já registra alguns focos de disseminação da variante brasileira. Ainda segundo o IZS, o infectado está "completamente assintomático".

Ele mora com o irmão, a esposa e o pai, todos contaminados pelo Sars-CoV-2, mas, nestes casos, o RNA do vírus ainda não foi sequenciado. O irmão está de cama com febre, a esposa perdeu olfato e paladar, e o pai foi internado na UTI com pneumonia.

A variante brasileira ainda é objeto de análise de cientistas, mas a suspeita é de que ela seja mais contagiosa que o Sars-CoV-2 original. A indústria farmacêutica também trabalha para entender se a P.1 é de alguma forma resistente a vacinas já em circulação.

Na Itália, a Takis Biotech, empresa que pesquisa há um ano uma vacina contra o novo coronavírus, começou a desenvolver paralelamente um imunizante específico para a variante brasileira, e os resultados dos testes pré-clínicos devem ser divulgados em março.

A candidata a vacina é baseada em um fragmento de DNA injetado no músculo para estimular a produção de uma determinada porção da proteína "spike", espécie de coroa de espinhos que o novo coronavírus usa para agredir as células humanas.

A aplicação é feita por meio de uma tecnologia chamada eletroporação, que consiste em um impulso elétrico no músculo para aumentar a permeabilidade das membranas celulares. (ANSA)

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