'Refugiados são verdadeiros heróis', diz Weiwei na Itália

Artista faz intervenção em prédio na Itália

Artista chinês Ai Weiwe comenta sua mostra de arte exposta no Palazzo Strozzi, em Florença (foto: ANSA)
13:56, 22 SetFLORENÇA ZGT

(ANSA) - O artista chinês Ai Weiwei elogiou a postura italiana sobre a crise imigratória ao comentar sobre sua mostra que está exposta em Florença, na Itália, nesta quarta-feira, 21. "Os refugiados devem ser considerados os verdadeiros heróis dos nossos tempos: quem procura a liberdade às custas da própria vida merece o nosso absoluto respeito. Eu me considero um irmãos deles, eu os chamo de irmãos", disse o ativista, que é conhecido por ser um defensor dos direitos humanos e da liberdade expressão.
   

 

Weiwei ainda acrescentou que estes são tempos difícieis, mas a posição da Itália perante aos refugiados é muito forte. "Este país está disposto a receber os refugiados, não os manda embora.
   

 

Diferentemente dos alguns países europeus, a Itália oferece acolhimento e humanidade, isso é um grande orgulho e reforça a voz do meu trabalho", ressaltou.
   

 

A mostra chamada "Ai Weiwei livre" invadiu completamente o Palazzo Strozzi, edifício histórico do centro da cidade, e traz uma exposição retrospectiva de trabalhos antigos e outros inéditos. Uma das obras é na fachada do local. Batizada de "Reframe", ela consiste em 22 botes de salva-vidas que estão penduradas nas janelas - e refletem muito bem o estilo do artista contemporâneo que mistura classicismo e modernidade. A exposição que toma todos os pisos do Palazzo Strozzi, vai de 23 de setembro até 22 de janeiro.
   

 

O ativista ainda conta sobre as mais de mil entrevistas que fez com refugiados de vários lugares do mundo, e acrescentou: "Por que vocês tem medo deles? Precisamos entender que esse fluxo imigratório é constante, nunca vai parar. O próprio presidente dos EUA é um reflexo disso".
   

 

Para Ai Weiwei, o método mais eficaz de conscientizar as pessoas a ajudarem os imigrantes, é falar sobre isso. Na arte, no cinema, na política. "Em vez de medo, devíamos transformar nossos sentimentos em humanidade", finalizou o artista. (ANSA)

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