Nem ambígua e nem enigmática; Monalisa é feliz, diz pesquisa

No entanto, a percepção da emoção pode mudar

Nem ambígua e nem enigmática; Monalisa é feliz, diz pesquisa (foto: ANSA)
15:12, 15 MarROMA ZSG

(ANSA) - O mistério que envolve o sorriso de "Monalisa", a famosa pintura do gênio italiano Leonardo da Vinci, foi finalmente resolvido: a "Gioconda" não é ambígua ou enigmática como é afirmado há séculos, mas simplesmente feliz. É o que aponta um experimento realizado pela pesquisadora italiana Emanuela Liaci na universidade alemã de Friburgo.

"Ficamos muito surpresos ao descobrir que a 'Monalisa' foi sempre vista como feliz. Isso coloca em discussão a opinião comum entre os historiadores da arte", afirmou o coordenador do grupo de pesquisa, Jurgen Kornmeier.

Para decifrar o sorriso da "Gioconda", os estudiosos mostraram a um grupo de voluntários o quadro de Da Vinci junto a outras oito versões "retocadas", nas quais os ângulos da boca da mulher foram ligeiramente curvados para cima ou para baixo para dar uma expressão mais feliz ou triste.

A pintura original e mais outras quatro versões com as expressões mais positivas foram percebidas como "felizes" em quase 100% dos casos e o seu reconhecimento aconteceu com maior rapidez e facilidade em relação às expressões mais tristes.

"É como se o nosso cérebro conseguisse reconhecer melhor as expressões faciais positivas", comentou Liaci. Já em um segundo experimento, os pesquisadores mostraram aos voluntários a "Monalisa" junto a outras sete versões, mas todas elas melancólicas.

Neste contexto, todas as imagens foram julgadas como "tristes", sendo que o quadro original foi considerado o menos infeliz de todos. "Os dados demonstram que a nossa percepção de quem é triste ou feliz não é absoluta, mas sim adaptada com uma velocidade impressionante", explicou Kornmeier.

Os resultados dos testes feitos pela equipe, que foram publicados na revista "Nature", indicaram, portanto como a percepção das emoções não é absoluta, mas que pode ser influenciada pelo contexto no qual nos encontramos. (ANSA)

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