Aos 83 anos, italiano Giorgio Armani prepara sucessor

Estilista deu uma longa entrevista para jornal italiano

Aos 83 anos, italiano Giorgio Armani prepara sucessor
Aos 83 anos, italiano Giorgio Armani prepara sucessor (foto: ANSA)
15:25, 24 OutROMA ZCC

(ANSA) - O famoso estilista Giorgio Armani disse nesta segunda-feira (23) em uma entrevista ao jornal italiano "Corriere della Sera" que ainda não escolheu, oficialmente, seu sucessor para quando resolver se aposentar, mas tem feito de tudo para prepará-lo.
   

Aos 83 anos e ainda administrando a grife fundada na década de 1970, Armani nunca deixou claro quem ele gostaria que assumisse o controle da segunda maior marca de moda italiana quando deixar o cargo.
   

"É algo difícil, muito difícil. Uma coisa é você estar ciente de que já tem uma certa idade, outra é saber que é responsável pelo futuro de oito mil pessoas, que oito mil pessoas dependem de você", disse ele à publicação.

Em um primeiro passo para lidar com questões de sua aposentadoria, Armani criou, no ano passado, uma fundação em seu nome para proteger o futuro do grupo.
   

"A fundação terá o duplo objetivo de investir em atividades de caridade [ a favor de crianças e idosos desfavorecidos], gerenciar a [empresa] Giorgio Armani e garantir o equilíbrio", acrescentou o estilista.
   

Armani também disse que dentro do grupo há pessoas que podem dar continuidade a seu trabalho. "Eu tenho vários pequenos herdeiros", disse mencionando suas duas sobrinhas, seu sobrinho e seu assistente de longa data, Pantaleo Dell'Orco. Pessoas que podem fazer boas coisas seguindo meu caminho".
   

As sobrinhas de Armani, Roberta e Silvana, trabalham no grupo, enquanto o primo delas, Andrea Camerana, deixou a companhia recentemente, mas ainda faz parte do conselho da fundação.
   

Com toda experiência de idade e devoção ao seu império, Armani tem feito de tudo "para manter a harmonia e a unidade entre aqueles que virão depois e evitar vendas ou divisões na empresa".

Para ele, o sucessor não precisa ser obrigatoriamente italiano. "Não é garantido. Vamos lembrar que nos anos 1970 e 1980, estilistas eram franceses e eram eles que nós seguíamos", concluiu. (ANSA)

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