Italiano Luca Parmitano anuncia nova missão espacial

Astronauta será o primeiro de seu país a comandar a ISS

Italiano Luca Parmitano anuncia nova missão espacial (foto: EPA)
09:55, 28 SetFRASCATI ZLR

(ANSA) - O astronauta italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia (ESA), anunciou uma nova missão nesta quinta-feira (27), no Centro de Observação da Terra, em Frascati, nos arredores de Roma.

A "Beyond" ("Além", em tradução livre) levará Parmitano pela segunda vez ao espaço e o tornará o primeiro italiano no comando da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). "É um papel que pretendo enfrentar com muita humildade", declarou.

O encontro organizado pela ESA em Frascati coincidiu com o aniversário de 42 anos do astronauta e serviu para revelar o nome e o logo de sua missão. "Quando escolhi esse nome, procurei sintetizar em uma palavra tudo o que se faz no espaço", contou.

O logotipo contém um círculo principal, que representa o capacete do astronauta, cujo visor simula a Terra e sua órbita.

No lado esquerdo, estão três círculos concêntricos, símbolos dos objetivos da exploração espacial: a Lua, Marte e um terceiro que sugere a ideia do espaço profundo.

A missão está prevista para partir em julho de 2019, e junto de Parmitano estarão o norte-americano Andrew Morgan, o russo Alexander Skvortsov e Cimon, a primeira forma de inteligência artificial destinada a embarcar para a estação espacial.

O acrônimo de "Crew Interactive Mobile Companion" é um robô que permitirá o acesso a uma enorme quantidade de dados e, além de fornecer informações, seu sistema analisará as expressões e o humor dos astronautas. O Cimon é uma esfera de 32 centímetros de diâmetro, pesa cinco quilos, e seu rosto é um display com olhos, nariz e boca estilizados.

Projetado para escutar, observar e falar com o homem, o robô será um grande companheiro de viagem de Parmitano. "Um experimento relevante tanto do ponto de vista tecnológico quanto humano", afirmou o astronauta.

Além do robô, mais de 50 experimentos estão previstos para serem realizados no espaço. "A ciência nos ajuda a ir além da órbita terrestre e permitirá que as próximas gerações possam chegar na Lua e em Marte", disse o italiano. (ANSA)

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