Consulado fecha acordo para ensino do italiano na rede pública de São Paulo

Governo italiano está patrocinando a formação dos professores

Consulado fecha acordo para aulas de italiano na rede pública de São Paulo (foto: Ansa)
12:26, 25 OutSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - O cônsul-geral italiano em São Paulo, Filippo La Rosa, assinou nesta quarta-feira (24) um acordo de parceria com a Prefeitura de São Paulo para o ensino do idioma italiano em escolas da rede pública.

Ao todo, 200 professores que já atuam na rede pública estão recebendo aulas e treinamentos, patrocinados pelo governo italiano, para que possam dar aulas do idioma na rede.

A rede pública de São Paulo conta com 85 mil professores e 1 milhão de alunos, sendo 500 mil apenas no Ensino Fundamental.

"Quando encontrei o prefeito Bruno Covas, há 40 dias, a primeira coisa que ele falou foi 'precisamos do ensino da língua italiana', assim como outros prefeitos do estado de São Paulo", contou La Rosa. "O italiano era um curso pedido há muito tempo", completou.
   

O cônsul ressaltou que "o italiano não é somente o idioma dos avós, mas também é o idioma do design, do automobilismo, do canto lírico, do direito, da igreja católica. Tem um viés profissional e as pessoas procuram o italiano por isso hoje em dia".
   

"Cada dia notamos mais interesse de estudantes em fazer faculdade na Itália", afirmou.

As aulas já estão sendo oferecidas tanto para os professores quanto para os alunos, e serão completamente implementadas a partir do próximo semestre, em horários alternativos em cada escola.

"Esse projeto é importante por ser estratégico, pois nos ajuda a buscar jovens talentos brasileiros que têm interesse na Itália, ressaltou La Rosa. "Faremos de tudo para que o processo vá adiante e possa crescer", garantiu.

Por sua vez, o secretário de Educação da cidade de São Paulo, Alexandre Schneider, afirmou que já é possível pensar em extensões para o acordo. Uma das ideias seria realizar palestras, mostras culturais e atividades sobre a Itália dentro da rede pública de ensino.
   

"Há grande potencial. Podemos fazer várias coisas, além das aulas de língua italiana. Temos, por exemplo, os CEUs, então por que não pensar eventualmente em mostras, exposições, para levar para a periferia um pouco da Itália?", sugeriu.

"Assim, um professor ou aluno de italiano pode ter uma vivência mais completa e uma relação direta com a cultura do país", afirmou. (ANSA)

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