Avanços da ciência em 2018 têm marca italiana

Pesquisadores do país participaram de grandes progressos no ano

Avanços da ciência em 2018 têm marca italiana (foto: ANSA)
11:37, 28 DezROMA ZLR

(ANSA) - Alguns dos avanços científicos mais importantes no mundo em 2018 tiveram selo italiano, como o descobrimento de água líquida em Marte, a divulgação do maior catálogo de estrelas existente e a criação do primeiro embrião artificial gerado a partir de células-tronco.

Os estudiosos italianos se destacaram nos campos mais diversos, com investigações que tiveram repercussão em revistas científicas internacionais. Em fevereiro, foi publicada na "Scientific Reports" a primeira e maior análise de dados sobre 21 anos de cultivos transgênicos no mundo, que não seriam perigosos para a saúde humana nem para o meio ambiente. O estudo foi conduzido pela Escola Superior Sant'Anna e pela Universidade de Pisa.

Já em abril, a astrofísica Marica Branchesi, que detectou as ondas gravitacionais, foi incluída entre as 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista americana "Time". No mesmo mês, foi apresentado o maior catálogo de estrelas já visto. Imagens e cores de milhões de estrelas e asteroides foram produzidas graças ao satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), em colaboração com o Instituto Nacional de Astrofísica (Inaf) e a Agência Espacial Italiana (ASI).

Outro reconhecimento importante foi alcançado em maio pelo astronauta Luca Parmitano, eleito comandante da Estação Espacial Internacional (ISS) em sua segunda missão de longa duração, prevista para 2019. Parmitano se tornará, assim, o primeiro italiano a ocupar esse cargo.

Em julho, o radar italiano Marsis descobriu a existência de um lago de água salgada abaixo de uma camada de gelo no polo sul de Marte. Foi a primeira vez que cientistas constataram a existência de água líquida no planeta vermelho.

Em agosto, seu conterrâneo Alessio Figalli, de 34 anos, venceu a Medalha Fields, considerada o "Nobel da Matemática". Ele se tornou o segundo de seu país a receber a honraria, concedida a cada quatro anos pela União Internacional da Matemática (IMU).

Em setembro, a revista "Nature" incluiu os italianos Giorgio Vacchiano e Silvia Marchesan entre os principais pesquisadores emergentes do mundo, dizendo que eles estão "deixando uma marca" e "têm o mundo a seus pés".

Por fim, em dezembro, outros dois resultados importantes: o desenvolvimento de plantas híbridas capazes de acender lâmpadas LED, no Centro de Micro-Bio Robótica do Instituto Italiano de Tecnologia, em Pontedera, e a primeira comunicação quântica usando satélites a uma altitude de 20 mil quilômetros, conduzida pelo Centro de Geodesia Espacial de Matéria da Agência Espacial Italiana e pela Universidade de Pádova. (ANSA)

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