Justiça arquiva denúncias sexuais contra o italiano Brizzi

Cineasta foi acusado de abusos sexuais por três mulheres

Justiça arquiva denúncias sexuais contra o italiano Brizzi (foto: ANSA)
19:22, 23 JanROMA ZBF

(ANSA) - Chamado de Harvey Weinstein italiano, o cineasta Fausto Brizzi teve as acusações de violência sexual contra ele arquivadas nesta quarta-feira (23). Graças ao escândalo, Brizzi teve de deixar suas ações na sociedade Wildside, renunciar à assinatura do filme escrito por ele, "Poveri ma ricchissimi", e tem visto seu casamento afundar nas revistas de fofoca.

O "giudice per le indagini preliminari" [juíz para inquéritos preliminares] de Roma, Alessandro Arturi, rejeitou a oposição das três mulheres que acusaram o diretor de violência sexual.

"Encerra-se assim, definitivamente, o caso relacionado ao escândalo das moléstias sexuais", declarou à ANSA o advogado de Brizzi, Antonio Marino.

As acusações contra Brizzi ganharam força em novembro de 2017, quando dezenas de mulheres levantaram denúncias de assédio, que foram reveladas pelo programa investigativo italiano "Le lene".

"Para nós, o caso não termina com a arquivação. Por que o diretor nunca afrontou e processou o Le lene?", escreveu em nota a redação do programa. "Estamos prontos para levar adiante, em um tribunal, os testemunhos detalhados que recolhemos", continuou.

"A unidade narrativa articulada no processo não consente de individuar elementos factuais qualificantes de violência sexual", diz uma das passagens do decreto de arquivação. O juíz exclui a possível constrição ao ato sexual e um abuso de autoridade frente à reconstrução do encontro de Brizzi com uma das três mulheres que denunciaram o diretor, enfatizando que, em caso de comportamento pouco complacente, a mulher teria arriscado perder 200 euros por duas aparições em um filme. Uma contrapartida vista por Arturi como insuficiente para configurar posição de preminência para extorquir favores sexuais.

Para as outras duas mulheres que denunciaram o diretor, o processo foi considerado tardio, já que na Itália o prazo para delatar um crime de violência sexual é de seis meses. Assim, as vítimas não apresentaram a denúncia dentro do prazo previsto. No próximo dia 21 de fevereiro, Brizzi voltará às telonas com o filme "Modalità aereo", produzido por Eliseo Cinema com Rai Cinema e distribuído pela 01. (ANSA)

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