Comitê recomenda Colinas do Prosecco como Patrimônio Mundial

Unesco decidirá sobre a candidatura no dia 7 de julho

Colinas do Prosecco são conhecidas por seu terraceamento com bordas herbosas
Colinas do Prosecco são conhecidas por seu terraceamento com bordas herbosas (foto: Ansa)
12:08, 09 JunVENEZA ZLR

(ANSA) - O Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos, na siga em inglês) recomendou na última sexta-feira (7) a inclusão das colinas produtoras de Prosecco, o vinho italiano mais consumido no mundo, na lista de Patrimônios Mundiais da Humanidade da Unesco.

O Icomos foi fundado em 1965 e tem a função de indicar os locais a serem tombados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. O Comitê do Patrimônio Mundial se reunirá para discutir a candidatura das "Colinas do Prosecco" em 7 de julho, em Baku, no Azerbaijão.

A Itália postulou a zona produtora do espumante em janeiro de 2017 e esperava seu reconhecimento como Patrimônio Mundial da Humanidade na reunião de julho de 2018, mas a candidatura acabou recebendo apenas 12 votos a favor, sendo que o tombamento exige pelo menos 14.

"Os aprofundamentos [da candidatura] foram efetuados e são positivos", diz o Icomos. As Colinas do Prosecco ficam na região do Vêneto, nordeste da Itália, mais precisamente entre as cidades de Conegliano e Valdobbiadene. Essa área engloba uma superfície de cerca de 9,1 mil hectares.

Ao longo do último ano, técnicos do Vêneto conduziram novas pesquisas bibliográficas e de arquivo, principalmente sobre o aspecto de "mosaico" dos vinhedos e sobre o método de cultivo das videiras.

"É a realização de um sonho perseguido há 10 anos", comemorou o governador do Vêneto, Luca Zaia - as discussões para a candidatura começaram em 2009. Segundo Mauro Agnoletti, coordenador científico do dossiê italiano, o iminente sucesso do pleito das Colinas do Prosecco em 2019 se deve a um maior foco na paisagem agrária, e não mais apenas no produto.

"O dossiê anterior não contava as belezas das colinas de Valdobbiadene, onde, desde a Idade Média, o terraceamento com bordas herbosas constitui uma forma histórica de cultivo das videiras. Foram então colocadas em segundo plano as zonas viticultoras sem grande qualidade paisagística", explicou, em entrevista à ANSA. (ANSA)

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