Caso de gêmeas encontradas mortas em casa intriga Itália

Bilhete achado na residência fala também de parentes no Brasil

Carabineiros investigam caso das gêmeas mortas
Carabineiros investigam caso das gêmeas mortas (foto: AFP)
10:02, 27 MaiTURIM ZGT

(ANSA) - Um caso triste ocorrido na Itália nesta terça-feira (26) está intrigando os moradores e os policiais da pequena cidade de Bussoleno, que fica na região metropolitana de Turim. As irmãs gêmeas Maria e Vittoria Perottino, 66 anos, foram encontradas mortas dentro de sua residência sem sinais aparentes de violência.

Tudo começou quando uma vizinha alertou os carabineiros para procurar pelas duas idosas, que não eram vistas em público há meses. Como a Itália estava vivendo sob o lockdown por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), o alerta foi dado apenas na terça-feira.

Ao entrarem na casa, os policiais e os bombeiros que ajudaram na ação localizaram o esqueleto de uma das mulheres na cama de um dos quartos e começaram a procurar pela outra irmã, que foi encontrada morta no chão da cozinha.

Nesta quarta-feira (27), os carabineiros informaram que estão investigando as causas das mortes e que não descartam nenhuma possibilidade. Uma das linhas investigadas é que, como a casa tinha uma lareira, pode ter ocorrido uma intoxicação.

Dentro da residência, também foi localizado um bilhete com um número de um telefone de um parente que mora no Brasil, uma carta com um pedido de desculpas (que não teve os detalhes revelados) e o pedido de contatar esse brasileiro em caso de falecimento.

Os agentes informaram ainda que recolheram o máximo de digitais possíveis nos papéis para tentar identificar possíveis pessoas que tenham ido à casa. Também foram encontrados documentos, entre eles, extratos bancários de um ano atrás e a caixa de correspondências estava lotada de papéis, que também foram levados para análise.

Conforme informações dos vizinhos repercutidas na mídia italiana, Maria era farmacêutica e Vittoria era professora, ambas aposentadas, e não tinham parentes próximos no país. Elas também viviam isoladas da comunidade e não tinham muitos amigos ali. Por conta disso, muitos achavam que elas tinham deixado a residência sem avisar ninguém.

"É um drama, sobretudo, em uma comunidade pequena como a nossa. Nesse período, recebemos diversas notificações de pessoas que não estavam mais sendo vistas em público e, na realidade, estavam bem. Essa é uma história ligada ao tema da solidão", disse a prefeita de Bussoleno, Bruna Consolini. (ANSA)

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