Canadense devolve relíquias furtadas em Pompeia após 15 anos

Mulher disse que objetos do parque arqueológico causam azar

Mulher disse que objetos do parque arqueológico causam azar
Mulher disse que objetos do parque arqueológico causam azar (foto: Ansa)
16:07, 10 OutPOMPEI ZCC

(ANSA) - Um pacote com artefatos arqueológicos do Parque Arqueológico de Pompeia, no sul da Itália, furtados por uma turista foi devolvido, neste sábado (10), acompanhado de uma carta do Canadá.

A caixa foi encontrada pelo dono de uma agência de viagens em Pompeia em cima de sua mesa, junto com dois mosaicos, uma peça de cerâmica e duas de ânfora. "Eles trazem azar, leve-os de volta", diz a mensagem em inglês.

Após o espanto no primeiro momento, o italiano entregou as relíquias para os carabineiros do posto permanente do parque arqueológico.

Segundo o agente, a carta também tinha a confissão da turista, identificada como Nicole, que afirmou ter furtado os artefatos durante uma visita às escavações, em 2005. No entanto, depois do crime sua vida e de sua família foi marcada apenas por eventos negativos e, portanto, ela "se arrependeu".

Em decorrência do arrependimento, Nicole decidiu mandar os mosaicos e outras peças de volta para a Itália, argumentando que eram os culpados por tanto azar. "Eu era jovem e estúpida, queria ter um pedaço da história que ninguém pudesse ter. Na verdade, não pensei o que estava recebendo", explicou Nicole, na carta.

A canadense atribuiu aos vestígios arqueológicos a fonte de seus problemas, por pertencerem a uma "terra de destruição", onde muitas "pessoas morreram horrivelmente".

"Estou agora com 36 anos e tive câncer de mama duas vezes , uma das quais terminou em uma mastectomia dupla. Minha família e eu também tivemos problemas financeiros. Somos boas pessoas e não quero passar essa maldição para meus pais ou filhos", disse Nicole.

Por fim, ela pediu perdão pelo furto e disse ter aprendido a lição. "Eu só quero me livrar da maldição que caiu sobre mim e minha família, concluiu, ressaltando que pretende "voltar à Itália para se desculpar pessoalmente". (ANSA)

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