'Novos pobres' aumentam na Itália entre maio e setembro

Uma em cada 2 famílias pediu ajuda para a Cáritas pela 1ª vez

Caritas informou ainda que perfil de quem pede ajuda mudou durante a pandemia
Caritas informou ainda que perfil de quem pede ajuda mudou durante a pandemia (foto: ANSA)
14:14, 17 OutROMA ZGT

(ANSA) - A ONG católica Cáritas publicou um relatório neste sábado (17) em que mostra que a quantidade de "novos pobres" na Itália, entre maio e setembro deste ano, subiu de 31% para 45% na comparação com o mesmo período de 2019. O principal motivo foi a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

De acordo com o Relatório da Pobreza, "quase um pessoa em cada duas que pediu ajuda da Cáritas o fez pela primeira vez". Em particular, aumentaram os pedidos das famílias com menores, dos jovens, das mulheres e de pessoas em idade laboral. Também as famílias formadas apenas por italianos aumentaram nas estatísticas: eram 47,9% em 2019 e agora são a maioria, 52%.

Nos três meses mais críticos da pandemia, entre abril e junho, a Cáritas assistiu 450 mil pessoas, sendo que uma em cada três pedia ajuda pela primeira vez. E, entre as filas de pessoas necessitadas, estavam mais de dois mil pequenos comerciantes e trabalhadores autônomos.

A Itália viveu um lockdown total dos serviços não essenciais entre 10 de março e 1º de maio, mas, mesmo com as reaberturas, a economia está sofrendo para retomar o crescimento. Como forma de ajudar os mais pobres, o governo italiano instituiu um auxílio de emergência, que evitou um agravamento ainda pior da situação. (ANSA).
   

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