Asia Argento acusa diretor Rob Cohen de abuso sexual

Atriz italiana é uma das líderes do movimento 'Me Too'

Atriz italiana é uma das líderes do movimento 'Me Too'
Atriz italiana é uma das líderes do movimento 'Me Too' (foto: ANSA)
17:06, 23 JanROMA ZCC

(ANSA) - A atriz italiana Asia Argento, uma das líderes do movimento "Me Too", que combate a violência sexual, acusou de estupro o americano Rob Cohen, diretor do filme "Velozes e Furiosos", em entrevista divulgada nesta sexta-feira (22) pelo jornal Corriere della Sera.

"É a primeira vez que falo sobre Cohen. Ele abusou de mim me fazendo beber GHB, tinha uma garrafa", afirmou Argento, fazendo referência a uma droga utilizada por estupradores. "Na época, eu honestamente não sabia muito bem o que era. Acordei nua na cama dele pela manhã", revelou.

Na entrevista, ela explica que o caso ocorreu em 2002, na época em que gravava o filme "Triplo X", dirigido por Cohen.

A revelação feita pela atriz está no livro "Anatomia di Un Cuore Selvaggio", que será lançado no próximo dia 26 na Itália. Esta é a segunda denúncia feita pela italiana após ter acusado, em 2017, o produtor americano Harvey Weinstein de estupro quando ela tinha 21 anos.

Em 2018, no entanto, Argento foi acusada de agredir sexualmente o ator americano Jimmy Bennett em um hotel na Califórnia, quando ele tinha 17 anos. Após negar o caso, ela admitiu ter feito sexo com o ator, mas negou a versão da suposta vítima. O escândalo causou seu afastamento do programa de talentos "X Factor", do qual era jurada.

Relação com mãe -

Em sua autobiografia, a artista italiana também conta episódios muito fortes sobre sua infância, como a violência sofrida por sua mãe, Daria Nicolodi, falecida em novembro passado.

"Comecei a escrever este livro antes de perder minha mãe. Espero que este segredo da violência recebida por ela ajude os outros a entender por qual motivo em alguns momentos da minha vida reagi agressivamente", explicou.

Segundo a italiana, sua mãe tinha um relacionamento conturbado com seu pai e descontava nela. "Ela dizia que eu era a mais forte e que portanto podia levar uma pancada ou ser expulsa da minha casa". (ANSA)

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