Hungria recebe mais 3 mil imigrantes em 24 horas

Em crise migratória, Áustria encontra 50 corpos em caminhão

Áustria encontra imigrantes mortos em caminhão (foto: EPA)
12:23, 27 AgoBELGRADO E BERLIM ZBF

(ANSA) - Mais de três mil imigrantes e refugiados, sendo 700 deles crianças, chegaram à Hungria nas últimas 24 horas, acentuando a crise migratória na região, informaram as autoridades locais nesta quinta-feira (27).

O fluxo registrado nas últimas horas supera a quantidade diária de imigrantes que chegaram ao país. Desde janeiro, a Hungria recebeu mais de 140 mil pessoas através da rota balcânica, número que representa o dobro de todo o ano passado.

A decisão de Budapeste de construir um muro de 175 quilômetros na fronteira com a Sérvia para conter a imigração parece não ter intimidado os estrangeiros. Após uma confusão ontem (26) que fez com que a polícia usasse gás lacrimogêneo contra os imigrantes, o governo húngaro decidiu enviar mais 2,1 mil agentes para a fronteira, com cães, cavalos e helicópteros. O partido do premier Viktor Orban também pretende pedir ao Parlamento a autorização para enviar o Exército para bloquear o intenso fluxo migratório.

A construção do muro deve ser finalizada ainda neste mês, o que leva as autoridades a acreditarem que mais imigrantes tentarão cruzar a fronteira nos próximos dias. A maioria dos imigrantes que atravessam a Hungria vem de países como Síria, Paquistão e Afeganistão, e tenta chegar a nações desenvolvidas, como Alemanha e Suécia. Eles passam pela Macedônia, que recentemente desistiu de usar a força para conter o fluxo.

Nesta quinta-feira, a ministra do Interior da Áustria, Johanna Mikl-Leitner, pediu ajuda da União Europeia para transferir com segurança os refugiados para os 28 países-membros do bloco. O apelo foi feito em uma coletiva de imprensa convocada após as autoridades austríacas encontrarem 20 corpos em um caminhão que viajava pela estrada A4. Os imigrantes morreram sufocados e o número de vítimas pode subir a 50. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA

archivado en