UE deve receber 400 mil pedidos de refúgio em 2015

Números foram divulgados nesta terça-feira (8) pelo Acnur

Solicitantes de refúgio são recebidos em centro de acolhimento na Alemanha
Solicitantes de refúgio são recebidos em centro de acolhimento na Alemanha (foto: EPA)
19:20, 08 SetROMA ZLR

(ANSA) - O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, apresentará nesta quarta-feira (09) ao Parlamento do bloco um plano para redistribuir 120 mil solicitantes de refúgio abrigados em Itália, Grécia e Hungria.
    O objetivo é fazer frente à cada vez mais grave crise imigratória na Europa. Segundo dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), cerca de 400 mil pessoas devem pedir proteção no continente em 2015. Em 2016, esse número pode chegar a 450 mil.
    O plano de Juncker prevê um mecanismo de redistribuição temporário e baseado em cotas obrigatórias. De acordo com as primeiras informações sobre o projeto, quase 60% dos solicitantes de refúgio irão para Alemanha (31 mil), França (24 mil) e Espanha (15 mil).
    Além disso, o presidente da UE apresentará também um mecanismo de divisão permanente, também por cotas obrigatórias. Os países do bloco poderão ficar de fora da redistribuição por um ano, mas desde que seja por motivos graves e sob o pagamento de uma multa de 0,002% do seu Produto Interno Bruto (PIB).
    "A Espanha está pronta para acolher o número de imigrantes que a Comissão Europeia pedir", afirmou nesta terça-feira (8) a vice-primeira-ministra do país, Soraya de Santamaría. Esses 120 mil solicitantes de refúgio serão somados aos outros cerca de 40 mil que a UE aceitara redistribuir em junho passado, medida que será votada nesta quarta no Parlamento Europeu.
    Juncker também deve anunciar um fundo para recolher recursos dos Estados-membros do bloco para ajudar países africanos e tentar conter fluxos imigratórios já na sua origem. Especula-se que a iniciativa comece com um orçamento de 1,5 bilhão de euros.
    De acordo com o Acnur, entre janeiro e junho de 2015, 366 mil solicitantes de refúgio chegaram ao sul da Europa, quase todos eles em Grécia e Itália. (ANSA)

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