Eslovênia constrói barreira contra imigrantes na fronteira

Medida foi adotada na região que faz fronteira com a Croácia

Eslovênia constrói barreira contra imigrantes na fronteira (foto: EPA)
08:40, 22 SetBELGRADO ZBF

(ANSA) -  O presidente da Itália, Sergio Mattarella, criticou hoje (21) as medidas de fechamento de fronteiras adotadas por alguns países europeus para conter a crise de refugiados. Ele disse que são necessárias soluções de longo prazo, pois a situação possui "dimensões imensas".

"Não é possível enfrentar o problema com o fechamento das fronteiras ou com arame farpado. Estas são soluções ilusórias", disse o mandatário, durante uma reunião na Alemanha de chefes de Estado europeus.

A declaração vem no mesmo dia em que a Eslovênia deu início à construção de uma barreira em sua fronteira com a Croácia para impedir o grande fluxo de imigrantes que tenta chegar ao país para solicitar refúgio na União Europeia (UE).

No mês passado, a Hungria construiu um muro de 175 quilômetros na fronteira com a Sérvia para conter os imigrantes que tentam chegar à UE via rota balcânica. De acordo com a Cruz Vermelha local, mais de cinco mil pessoas entraram na Sérvia somente nesta manhã (21), vindas da Macedônia, após passarem pela Grécia ou Turquia.

A maioria dos viajantes é originária do Oriente Médio ou do norte da África e é vitima de conflitos armados ou perseguições de grupos terroristas.

A Croácia também decidiu fechar parcialmente durante a madrugada uma estrada na fronteira com a Sérvia, bloqueando o tráfego de caminhões e veículos pesados, os quais são utilizados para transporte ilegal de imigrantes.

Redistribuição

Desde a semana passada, representantes dos 28 países-membros da UE tentam chegar a um acordo para adoção de medidas que amenizem a crise de refugiados, considerada a pior desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Entre as propostas, está a redistribuição de 120 mil imigrantes.

De acordo com fontes em Bruxelas, chegou-se a um consenso para a recolocação de 120 mil imigrantes que hoje estão na Itália e na Grécia - principais portas de entrada à UE -. Pelo plano, dos 15,6 mil estrangeiros que se encontram em território italiano, cerca de quatro mil seriam enviados à Alemanha e três mil, à França.

O documento, no entanto, tem evitado os termos de recolocação "obrigatória" e "voluntária".

O projeto de Juncker também incluía uma multa de 0,002% do Produto Interno Bruto (PIB) aos países que não participassem do sistema de redistribuição, mas, de acordo com fontes locais, este item teria sido suspenso das negociações. (ANSA)

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