Encontro com Obama foi 'franco e útil', diz Putin

Presidentes da Rússia e dos EUA não descartam ação conjunta

Putin e Obama tiveram reunião a portas fechadas em Nova York (foto: EPA)
19:38, 29 SetNOVA YORK ZGT

(ANSA) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou à imprensa de seu país que o encontro com seu homólogo norte-americano, Barack Obama, foi "útil" e não descartou agir conjuntamente para resolver a crise na Síria.

 

"A reunião com Obama foi surpreendentemente franca e construtiva. Poderemos trabalhar juntos. Eventos como este são úteis, informativos e produtivos", destacou Putin.

 

O encontro, que durou 90 minutos na noite desta segunda-feira (28), apresentou pontos de divergência sobre os caminhos a serem tomados para combater o Estado Islâmico (EI, ex-Isis), mas foi o primeiro entre os dois mandatários em mais de um ano e meio.

 

Segundo o presidente, as conversas com Obama não excluíram a possibilidade da Rússia se unir à coalizão internacional para realizar ataques aéreos contra bases do EI na Síria. "Porém, todas as nossas ações serão feitas em linha com o direito internacional. Conversamos sobre isso e estamos avaliando. Não estamos excluindo nada", disse.

 

O governo de Moscou acusa os EUA e a França de realizarem ataques sem permissão para derrotar o EI. Diferentemente do que ocorre no Iraque, onde o governo é aliado dos norte-americanos, a Síria não autorizou os dois países a entrarem em seu espaço aéreo para realizar as ações militares.

 

Porém, as divergências apresentadas durantes seus discursos na Assembleia Geral permanecem. Para Putin, "Obama e [François] Hollande não são cidadãos sírios e não podem decidir o futuro do país", disse o mandatário se referindo aos pedidos de renúncia que ambos fazem ao presidente da Síria, Bashar al-Assad.

 

O russo, que tem uma aliança com o governo sírio, reafirmou que cooperar com Assad é a melhor forma de derrotar o EI. Já Obama chegou a chamar o líder sírio de "tirano" em seu discurso. Fontes ligadas à Casa Branca afirmam que esse é o principal ponto de desacordo entre os líderes. (ANSA)

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