'Turquia se arrependerá de tudo que fez', ameaça Putin

Presidente turco cobrou provas sobre acusaçõs de Moscou

Vladimir Putin voltou a ameaçar o governo turco
Vladimir Putin voltou a ameaçar o governo turco (foto: EPA)
18:26, 03 DezMOSCOU ZGT

(ANSA) - A crise diplomática entre Turquia e Rússia ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (03) durante o pronunciamento à nação feito pelo presidente do país, Vladimir Putin. Segundo o mandatário, os turcos "se arrependerão" de ter abatido um caça militar russo na fronteira com a Síria.

 

"A Turquia se arrependerá mais de uma vez daquilo que vez. Qualquer tipo de negócio criminoso e sanguinário é inadmissível", afirmou o líder político. Porém, ao mesmo tempo, Putin destacou que considera "amigável" o povo turco e que as críticas são apenas para o governo de Ancara.

 

Voltando a acusar os líderes da Turquia de serem cúmplices dos extremistas do Estado Islâmico (EI, ex-Isis), Putin fez uma promessa e disse que "não esqueceremos jamais o abatimento do caça militar". Para o presidente, seu homólogo é diretamente responsável pela morte dos dois pilotos que estavam no caça.

 

Resposta turca

 

Em resposta, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que tem provas do envolvimento da Rússia com os jihadistas do EI, segundo informaram as agências de notícias turcas.

 

"Temos as provas em nossas mãos e começaremos a revelar isso ao mundo", disse o mandatário citando em particular a suposta participação do empresário sírio George Haswani, que teria "passaporte russo", como um dos responsáveis pelo tráfico de petróleo.

 

Entenda o caso

 

A crise diplomática entre os dois países começou no dia 24 de novembro, quando os militares turcos abateram um caça militar da Rússia que havia invadido o espaço aéreo. Os russos atuam na região para combater o EI na Síria.

 

Segundo o Ancara, os pilotos foram alertados 10 vezes sobre o fato de ter invadido o espaço aéreo e que essa invasão durou 17 segundos. Já Moscou diz que "nem por um segundo" sua aeronave saiu do território sírio e que a ação da Turquia "foi uma punhalada pelas costas". (ANSA)

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