Ao menos 6 crianças morrem em naufrágios na Turquia

Três meses após Aylan Kurdi, Egeu virou cemitério de refugiados

Mulher segura corpo de criança morta na ilha grega de Lesbos
Mulher segura corpo de criança morta na ilha grega de Lesbos (foto: AP)
21:01, 16 DezISTAMBUL ZLR

(ANSA) - Mais de três meses depois da morte do menino curdo Aylan Kurdi ter chocado o mundo, o mar Egeu, assim como o Mediterrâneo, continua confirmando sua vocação de cemitério de refugiados.

 

Nesta quarta-feira (16), os corpos de pelo menos seis crianças de dois a seis anos foram encontrados boiando nas águas do litoral da Turquia, quatro deles na costa de Bodrum e dois nos arredores de Cesme. Estes últimos ainda usavam coletes salva-vidas, mas não foi o suficiente para evitar que eles agravassem o balanço de mortos ao sul da Europa.

 

As crianças achadas em Cesme foram retiradas do mar Egeu por pescadores turcos, e o bote em que viajavam afundara na noite anterior, enquanto tentava chegar à Grécia. Já as outras quatro foram encontradas poucas horas mais tarde, após o barco de 14 metros no qual estavam ter naufragado.

 

A Guarda Costeira da Turquia ainda conseguiu salvar 58 pessoas, todas elas de nacionalidade síria, iraquiana ou afegã. Apenas neste ano, 200 crianças se afogaram tentando atravessar o mar Egeu rumo à Grécia. No Mediterrâneo, o número chega a 700, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) relativos até novembro.

 

O caso mais simbólico foi o do menino Aylan Kurdi, de apenas três anos, fotografado já sem vida em uma praia de Bodrum. Junto com ele, morreram seu irmão mais velho e sua mãe. Apenas o pai sobreviveu. (ANSA)

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